Sexo

Chemsex: a prática sexual que está a alarmar os especialistas

721

Chemsex é uma nova prática sexual que pode provocar sérios danos físicos e emocionais, segundo os especialistas. Esta moda sexual leva as pessoas a fazer sexo nonstop sob o efeito de drogas.

Chemsex é uma prática sexual em que as pessoas praticam sexo durante várias horas sob o efeito de drogas.

Twitter/BMJ

[este artigo foi originalmente publicado a 5 de Novembro de 2015]

Há uma nova moda no que respeita a fazer sexo. Mas muito perigosa, segundo os especialistas. “Chemsex” é o termo utilizado para descrever as práticas sexuais potenciadas pelo consumo de drogas e de várias substâncias químicas, mas também para descrever um tipo de festas que podem prolongar-se durante horas, ou mesmo dias, graças ao consumo dessas drogas, revela o El Confidencial.

O British Medical Journal dedicou um número especial ao tema, revelando que os riscos associados à ingestão de uma mistura de drogas para ser possível ter sexo durante várias horas ou dias seguidos são uma questão de saúde pública. A maioria das pessoas pratica sexo nonstop sob o efeito de três substâncias: mefredona, cristais e GHB. Estas drogas são combinadas para facilitar as relações sexuais entre vários pares, durante dias.

Segundo o EL Confidencial, o objetivo passa por prolongar as orgias durante muito tempo, mas os riscos são vários. A possibilidade de serem contraídas doenças sexualmente transmissíveis como SIDA, gonorreia, sífilis ou hepatite C aumentam em larga escala, segundo o The Guardian, e os efeitos negativos das drogas podem ainda dar origem a problemas mentais associados à ansiedade, psicoses e ainda tendências suicidas ou ataques de pânico.

Os cristais e a mefredona aumentam o ritmo cardíaco, a agitação sexual e impulsionam os estados eufóricos, ao passo que o composto químico GHB é um grande desinibidor e analgésico. A maioria dos utilizadores quer reprimir sentimentos negativos como a falta de confiança e autoestima, afastar o estigma da SIDA ou da homossexualidade.

Os autores do artigo publicado no British Medical Journal explicam também os efeitos secundários que esta mistura de estimulantes provoca no corpo. A mefredona e os cristais podem criar uma grande dependência psicológica e o GHB uma dependência fisiológica. As pessoas passam horas sem dormir ou comer, o que irá provocar consequências graves na saúde.

O El Confidencial explica que já existem alguns serviços especializados para tentar combater os efeitos desta moda sexual, como por exemplo a clínica de drogas Antidote, que recebe vários pacientes que confirmam a utilização deste tipo de drogas. Se antes as festas de Chemsex eram essencialmente um exclusivo de homens homossexuais, agora a prática generalizou-se. Estreou inclusive o documentário intitulado “Chemsex”, dirigido por Will Fairman e Max Gogarty, que procurou explorar a vida de um grupo de homens que se dedicavam a um estilo de vida baseado no Chemsex e como sobrevivem a esse ciclo de vício e dependência.

Os especialistas mostram-se preocupados e alertam para os perigos e os estragos que esta prática pode provocar quer na saúde, quer nas próprias relações, frisando que quando alguém precisa de recorrer a substâncias para satisfazer as suas necessidades tem algum tipo de problema e deve mesmo procurar ajuda.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Exploração Sexual

O Estado na nossa cama /premium

Alberto Gonçalves
1.939

Na essência a beatice do ensino “progressista” não difere da do juiz de que se fala: ambos se convenceram de que lhes compete evangelizar o próximo – e o pior é que, com frequência, o próximo agradece

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)