Um primeiro encontro, seja ele casual ou premeditado, dita sempre as primeiras impressões. E, numa sociedade onde a aparência tende a ser cada vez mais valorizada, serão provavelmente poucas as pessoas que menosprezam esse instante onde se tiram conclusões (precipitadas) a favor ou em detrimento daquela pessoa. Não é só o senso comum que nos diz isto, mas também a ciência, com a Time a reunir um conjunto de estudos que demonstram que há fatores que ajudam a determinar o que os outros pensam de nós assim que nos conhecem. 

Uma questão de confiança
Investigadores da universidade de Princeton, nos Estados Unidos da América, descobriram que as pessoas demoram um décimo de segundo a decidir se acham uma pessoa confiável ou não. As conclusões foram o resultado da seguinte experiência: a um grupo de estudantes académicos foi dado 100 milissegundos para avaliar a atração, competência, simpatia, agressividade e confiança de alguns atores (tendo em conta, sobretudo, as suas expressões faciais); isto aconteceu ao mesmo tempo que outro grupo fez a mesma análise sem limites temporais. Resultado? Se a avaliação das outras características mudou consoante o tempo disponível, a noção de confiabilidade permaneceu inalterada. 

As marcas também falam
Desta vez as descobertas são da autoria de um grupo alemão, que percebeu que as pessoas que usavam marcas conhecidas — neste caso Lacoste e Tommy Hilfiger — eram vistas como tendo um estatuto mais elevado do que quem não tinha por hábito usar roupas de designers. Os autores do estudo, que conduziram sete experiências diferentes, chegaram à conclusão de que o consumo de marcas luxo pode mesmo ser encarado como uma estratégia social de sucesso, na medida em que beneficia as interações sociais e o estatuto. 

A inteligência está no olhar
Olhar a outra pessoa nos olhos durante uma conversa pode fazê-lo parecer mais inteligente do que realmente é, pelo menos é o que assegura um estudo datado de 2007 e conduzido pela Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles. O ato de olhar diretamente para o outro mostrou estar relacionado com o QI (quociente de inteligência) e, na mesma lógica, também ajuda usar óculos grossos e falar expressivamente. 

Tatuagens que são… promíscuas? 
Uma pesquisa de sotaque britânico verificou que as mulheres com tatuagens visíveis eram consideradas menos atraentes, potenciais consumidoras de álcool em excesso e mais sexualmente promíscuas do que aquelas sem qualquer tinta marcada no corpo. No entanto, os autores do estudo (também de 2007) fizeram uma ressalva, ao escrever que, pelo menos no Reino Unido, as mulheres com tatuagens eram facilmente associadas a cultura ‘ladette”, o equivalente feminino de “lad”, que envolve ainda carros velozes e desporto.

Afinal, o barbeiro é o seu melhor amigo
A palavra-chave é domínio, isto porque uma pesquisa a cargo da Universidade de Pensilvânia determinou, numa primeira experiência, que os homens carecas (com ou sem genética à mistura) eram tidos como mais dominantes por oposição a homens cabeludos. Já num segundo momento, aqueles a quem o cabelo foi removido digitalmente foram considerados mais dominantes, mas também mais altos e mais fortes por comparação com as suas versões originais. 

O sucesso também se deve ao corte e costura 
E porque falar em domínio — palavra que o dicionário descreve como sendo sinónimo de poder e influência — leva-nos para a questão do sucesso, fique a saber que tal está associado a fatos à medida, pelo que ainda vai a tempo de reconsiderar o alfaiate que está na família há anos e anos. Um estudo tanto britânico como turco convidou participantes a olhar para fotografias de homens vestidos com fatos à medida e outros com fatos de tamanho standard. Acontece que demorou apenas cinco segundos que até que o primeiro grupo fosse tido como o mais bem-sucedido.