O governo esloveno anunciou na segunda-feira que poderá tomar medidas de urgência para reforçar a “proteção” da sua fronteira com a Croácia, por recear que uma nova vaga de migrantes crie uma situação politicamente intolerável no país.

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira, o governo da Eslovénia anunciou que “preparou medidas de urgência suplementares para gerir o fluxo de migrantes, incluindo medidas necessárias para a proteção das fronteiras (do espaço) Schengen”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslovénia, Karl Erjavec, declarou na segunda-feira que entre 20 mil e 30 mil migrantes em curso para a Europa Ocidental poderiam chegar esta semana às fronteiras da Eslovénia, que são parte das fronteiras do espaço Schengen.

“Se for preciso, as medidas serão concretizadas nos próximos dias”, continuou o governo no seu texto, sem porém explicar em que consistem.

Mas a cadeia televisiva privada POP TV avançou, citando fontes governamentais oficiosas, que tinha sido decidido erigir uma barreira de arame farpado na parte mais favorável da fronteira de 670 quilómetros com a Croácia, através da qual passou a maior parte dos 167 mil migrantes entrados na Eslovénia em um mês.

A Hungria já fechou duas das suas fronteiras aos migrantes, a da Croácia e da Sérvia, com recurso à instalação de dezenas de quilómetros de barreiras de arme farpado.

Mais de 750 mil refugiados e migrantes já entraram desde o início do ano na Europa, segundo a ONU, que prevê a entrada de mais 600 mil pessoas neste continente nos próximos quatro meses, via Turquia.