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Governo

Mário Centeno. “Não é a direção, é a velocidade”

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Em declarações ao Financial Times, Mário Centeno garante que não haverá reestruturação da dívida pública. O processo de consolidação orçamental é para manter. Mas mais devagar.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Mário Centeno garante que um futuro Governo do PS vai manter-se “no trilho da consolidação orçamental”. Citado pelo Financial Times, o economista que liderou o grupo que elaborou o programa eleitoral socialista na área da economia afirmou que não vai ser “lançado” dinheiro sobre a economia com o objetivo de estimular o crescimento e que não será permitido o aumento do défice público.

Para Mário Centeno, deputado do PS eleito em 4 de outubro, “não é a direção” que os socialistas colocam em causa, mas “a velocidade” do processo de redução do desequilíbrio orçamental. O economista, que o FT recorda ser um especialista em mercado laboral, afirmou, também, que pensar que o seu plano é “pura e simplesmente estimular a procura interna” é uma interpretação superficial e errada.

“Vamos continuar a reduzir o défice” público, disse Mário Centeno, “mas a um ritmo mais brando”. Desta forma, acredita o economista, “será criada a margem na economia necessária para aliviar as graves restrições financeiras que as famílias e as empresas enfrentam”. Sobre as recentes descidas na bolsa de Lisboa e a subida das taxas de juro implícitas da dívida pública portuguesa nos mercados secundários, o deputado do PS afirmou que nada tinha a ver com as medidas previstas no programa do Governo socialista, mas com a “fragilidade do sistema financeiro” português, que acusou o Executivo de Pedro Passos Coelho de não ter resolvido.

O eventual futuro ministro das Finanças garantiu que o Governo do PS se manterá “fortemente comprometido” em manter Portugal na zona euro, cumprindo as metas previstas nos tratados e evitando que o país seja penalizado através do procedimento dos défices excessivos. Sobre uma reestruturação da dívida, defendida pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, parceiros parlamentares do PS no novo Governo, Mário Centeno referiu: “ninguém de bom senso pode pensar em não pagar as dívidas que contraiu”. O economista adiantou: “teremos que encontrar uma forma de fazer aquilo que é mais importante para os mercados financeiros e a economia, reduzir a dívida a um ritmo que seja compatível com o crescimento”.

O FT escreve que Mário Centeno pretende baixar o défice de 3% do produto interno bruto (PIB) em 2015 para 1,5% em 2019, enquanto a dívida pública baixará de 128% do PIB para 112% durante o mesmo período, de acordo com as previsões do PS. No programa da coligação entre PSD e CDS, o défice seria reduzido para 0,2% em 2019 e a dívida para 107,6% no mesmo ano. 

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