“O meu primeiro e melhor amigo não se encontra mais aqui. Tive a oportunidade incrível de conhecer, rir, debater, viajar, brincar, fazer tudo e não fazer nada com um homem tão bom quanto genial. Eis que o meu pai morreu ontem à noite”, escreveu o realizador na rede social do Facebook, em homenagem ao seu pai.

André Glucksmann fez parte, juntamente com Bernard-Henri Lévy, dos chamados “novos filósofos”.

Nascido a 19 de junho de 1937 em Boulogne Billancourt, uma cidade limítrofe com Paris, de pais judeus de origem austríaca, era assistente do sociólogo Raymond Aron quando ocorreram as revoltas estudantis de maio de 1968, nas quais participou ativamente.

Deixou de ser maoísta defensor da chamada Revolução Cultural na China, rompendo drasticamente com o marxismo e denunciando os crimes dos regimes comunistas, em particular, através da obra “A Cozinheira e o Devorador de Homens”, publicado em 1975.

No final dessa década, com o liberal Raymond Aron e com o pai do existencialismo, Jean-Paul Sartre, liderou uma iniciativa para ajudar os refugiados que escaparam do Vietname após a vitória dos comunistas na guerra, com milhares a serem então acolhidos pela França.