É complicado para a maioria das pessoas, principalmente os jovens, deixarem de lado as redes sociais nos dias que correm. Principalmente nos tempos mortos. Ou nos dias menos ocupados. Ir espreitar o que os amigos têm feito, ou partilhar opiniões ou partes das próprias vidas tem sido um comportamento quase diário da grande maioria dos utilizadores. Quando o número de “gostos” ou de comentários aumenta, a felicidade e o sentimento de realização dos autores da publicação também parece aumentar. Mas, ao que parece, a felicidade dos utilizadores do Facebook aumenta verdadeiramente quando estes deixam mesmo de lá ir.

Uma equipa de investigadores da Dinamarca separou 1.095 utilizadores diários do Facebook em dois grupos. Um grupo continuava a entrar na rede social diariamente e os outros ficaram privados de lá entrar. Bastou uma semana para se tirarem conclusões.

Como refere o jornal The Guardian, depois de uma semana de intervalo do Facebook as pessoas ficaram 55% menos stressadas. “Nós olhámos para os dados de felicidade e uma das coisas que saltou à vista é que compararmo-nos aos nossos pares pode aumentar a insatisfação”, afirmou o CEO do Instituto de Investigação de Felicidade de Conpenhaga, Meik Wiking. 

O Facebook é um constante bombardeamento das grandes notícias de todos outros, mas muitos de nós olham pela janela e apenas veem céu cinzento e chuva. Isto faz do Facebook, onde toda a gente mostra o seu melhor lado, parecer ainda mais distorcido, por isso quisemos observar o que acontece quando os utilizadores fazem uma pausa”, Meik Wiking.

Mas foi perguntado aos participantes, com idades entre os 16 e os 76, antes de a experiência começar, quão satisfeitos se sentiam, quão ativos eram na vida social, e quanto se comparavam com os outros e a facilidade com que se concentravam. E depois foram separados.

Uma semana depois aqueles que se abstiveram de entrar no Facebook começaram a relatar maiores níveis de satisfação com a própria vida, uma melhoria na concentração, um sentimento menos solitário, menos stressados e socialmente mais ativos. 

Por isso, e tendo em conta estes resultados, os investigadores já pretendem alargar a experiência por um ano. Mas para isso, como diz Wiking, vai ser preciso “ver quantos voluntários vamos conseguir reunir”.