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Se se assusta com facilidade, o melhor é passar já para o evento seguinte. Esposende tem um Armazém Assombrado cujo objetivo é, claro está, incutir o medo a quem se arriscar a visitá-lo, esta sexta-feira (13!) e sábado, entre as 21h00 e a uma da manhã. Lá dentro, o público vai percorrer um circuito com “experiências reais de terror” e várias cenas inspiradas em séries e filmes de culto, promete a organização, que este ano aumentou a dimensão do armazém de 700 para 2.000 metros quadrados. A entrada custa cinco euros.

A Companhia de Teatro de Braga está a comemorar 35 anos e escolheu o Theatro Circo como palco dos festejos. É lá que vai estrear “Oratório do Vento / Lenda de Santa Maria Egipcíaca“, esta quinta e sexta-feira, às 21h30, resultado da colaboração com o poeta e dramaturgo Virgílio Alberto Vieira. Os bilhetes custam 10 euros.

Na terça-feira à noite, pouco antes de morrer, o vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Paulo Cunha e Silva, fez questão de estar no primeiro momento do ciclo que está a exibir toda a obra de Manoel de Oliveira. Quando o cineasta portuense morreu, em abril deste ano, o vereador defendeu que, mais do que dar o seu nome a ruas, era importante homenageá-lo vendo a sua obra. É na mesma linha que sugerimos uma ida ao Passos Manoel, sexta-feira às 22h00, para ver o filme “Acto de Primavera”. A retrospetiva completa à obra de Manoel de Oliveira teve a mão de Paulo Cunha e Silva, assim como tantas outras iniciativas culturais desde que tomou posse, em 2013.

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“Neva” marca o regresso à encenação do ator João Reis. ©João Tuna

Se ainda não viu “Neva“, o regresso à encenação do ator João Reis, já só tem até domingo para assistir à história de Olga Knipper. Triste com a morte do marido, Anton Tchékhov, que morreu há seis meses de tuberculose, a viúva do dramaturgo russo ensaia, numa sala em São Petersburgo, “O Cerejal”, para tentar recuperar o talento que julga ter perdido. Sara Barros Leitão, Cristóvão Campos e Lígia Roque interpretam. Em cena no Teatro Carlos Alberto, no Porto, de quinta a sábado às 21h00 e no domingo às 16h00, em troca de uma nota de 10 euros.

Depois do adiamento no mês passado, por causa do mau tempo, o verão de São Martinho dá a garantia necessária para que a “Obra em Festa” possa acontecer. O quarteirão da Real Vinícola, em Matosinhos, vai renascer, com a chegada da Casa da Arquitetura e da Orquestra Jazz de Matosinhos, que para ali se vão mudar no final de 2016. No sábado, a partir das 14h30, haverá visitas guiadas ao edifício ainda em obras, por parte do arquiteto Guilherme Vaz e do historiador Joel Cleto. A “Obra em Festa” contará ainda com um momento formal de apresentação do projeto a que se segue um concerto da Orquestra Jazz de Matosinhos, às 16h30. O acesso é livre e nem as castanhas assadas vão faltar.

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Estamos pelos cabelos de marionetas. Longe de estarmos fartos, queremos, sim, que agarre na pequenada aí de casa e que vá ver o espetáculo “Pelos Cabelos“, que vai estar no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha, sábado às 11h00. A partir das ilustrações de João Vaz de Carvalho, o Teatro de Marionetas do Porto criou uma história habitada por personagens insólitas, “onde o humor e o absurdo se fundem”, pode ler-se na descrição. Os bilhetes custam quatro euros, mas crianças até aos 10 anos não pagam.

Quinta-feira é dia de estreias no cinema e há bons filmes novos em cartaz, como “Steve Jobs“, de Danny Boyle, ou “Tudo Vai Ficar Bem“, de Wim Wenders. Mas porque esta semana passaram 77 anos sobre a terrível Noite de Cristal, que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, sugerimos que não deixe de ver o filme “13 Minutos“. Do mesmo realizador de “A Queda”, Oliver Hirschbiegel, recorda-se o atentado que Hitler sofreu em novembro de 1939, e do qual escapou ileso porque saiu 13 minutos mais cedo do palanque. Georg Elser assistiu à transformação da Alemanha com a ascensão de Hitler ao poder e acreditou que, ao eliminá-lo, o futuro seria diferente. O filme mostra muito bem como o nazismo se foi implantando nas pequenas comunidades. E como era difícil agir de forma contrária à mentalidade vigente.

A exposição “Pintura Modernista na Colecção Millennium BCP” chega esta quinta-feira ao Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, com 60 obras dos modernistas portugueses Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, António Carneiro, António Soares, Bernardo Marques, Francis Smith, Carlos Botelho, Dordio Gomes, Mário Eloy, Carlos Carneiro, José Alvarez, Mily Possoz, Júlio e Jorge Barradas. A coleção fica em Castelo Branco até 10 de abril e a entrada é gratuita.

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Lembra-se da série de comédia britânica “Allo Allo“? René François Artois está de volta com o seu café, desta vez em formato teatro, com os atores portugueses João Didelet, Oceana Basílio, José Carlos Pereira, Pedro Pernas, Elsa Galvão, Rúben Madureira, Sissi Martins, Suzana Borges, José Henrique Neto, Filipe Crawford, Luís Pacheco e Melânia Gomes. O espetáculo estreou esta semana no Teatro da Trindade, em Lisboa, e ali fica até 27 de dezembro, de quarta-feira a sábado às 21h30 e aos domingos às 18h00. Os bilhetes vão desde os 9,50 aos 18 euros.

Para aproveitar o final do verão de São Martinho, sugerimos um passeio a pé por Lisboa. Mas não um passeio qualquer. O próximo percurso literário organizado pelo investigador Fabrizio Boscaglia vai levar o público, durante duas horas e meia, pela Lisboa de Antero de Quental e da Geração de 70. A rota inclui alguns dos sítios que marcaram a obra do poeta e filósofo Antero de Quental, mas também de Eça de Queirós e Oliveira Martins. Participar custa 12 euros e é necessária uma inscrição prévia. Menores de 12 anos não pagam. O ponto de encontro é no Príncipe Real, domingo às 15h00.

O concerto dos Unknown Mortal Orchestra está esgotado, mas há mais concertos na cidade aos quais vale a pena ir. Um deles é a estreia a solo de Tiago Bettencourt no Coliseu dos Recreios, sábado às 21h30. O público vai poder ouvir as canções do álbum Do Princípio e ver os convidados Paulo Gonzo e Márcia. Para saber que outros concertos acontecem até domingo, veja os nossos destaques.

Em agosto vimos a estreia do festival Hum!burguer no Porto, com oito restaurantes a competirem pela distinção de melhor hambúrguer da cidade. Entre quinta-feira e domingo, das 12h00 à uma da manhã, o Hum!burguer chega pela primeira vez à FIL, em Lisboa, e quem passar por lá vai poder escolher comer em casas como Café do Rio, U-try, Bun’s ou Estaminé 1955. E também na Real Hamburgueria do Porto, que por ter sido a vencedora da primeira edição vai estar a competir com os congéneres lisboetas. A entrada é gratuita. O menu hambúrguer, batatas fritas e uma bebida custa 10 euros.

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O “Malagueta” é um dos hambúrgueres presentes no Hum!burguer. É da Real Hamburgueria, a vencedora portuense. ©Divulgação

Quem decidir passar pelo Teatro Camões, vai apanhar uma estreia mundial. “Morceau de Bravoure” é uma produção da Companhia Nacional de Bailado, em colaboração com a plataforma Cão Solteiro e André Godinho, com coreografia de Rui Lopes Graça, o que se traduz numa interação entre os bailarinos da CNB e os atores Cecília Henriques, Patrícia Silva e Paulo Lages. Para ver às quintas, sextas e sábados às 21h00 e aos domingos às 16h00, até 22 de novembro, com bilhetes entre os cinco e os 30 euros. 

Continuando nas artes cénicas, 19 espetáculos de outros tantos grupos de teatro compõem a 19.ª Mostra de Teatro de Almada, que começa esta quinta-feira e se prolonga até 19 de novembro. Sábado às 21h00, por exemplo, o grupo Cénico da Incrível Almadense apresenta “Pathelin, O Patife”, uma comédia de costumes inspirada na peça francesa do séc. XV, aqui com encenação de Eugénia Conceição. Segue-se às 22h30, no Teatro-Estúdio António Assunção, o espetáculo “A Festa”, uma nova criação coletiva sobre a Europa atual, dirigida e encenada pela atriz Joana Sabala, com conceção dramatúrgica da escritora Sarah Adamopoulos e máscaras da artista plástica Catarina Pé-Curto. Há muito mais para ver, basta espreitar o programa completo.

No sábado, às 18h30, não estranhe se vir a Mesa Posta no Terreiro de S. Pedro, em Évora. As Oficinas do Convento desafiam quem quiser a levar o farnel, as castanhas e o vinho para celebrar o São Martinho ao ar livre, entre música, histórias e muito convívio. A organização leva mesas, bancos, grelhadores e assadores de castanhas, para que não falte nada.

Paulo Franco (DaPunkSportif), Samuel Palitos (Naifa; e GNR), Tó Trips (Dead Combo), Dony Bettencourt (Dead Cats Dead Rats) e Zé Pedro (Xutos&Pontapés) decidiram formar este ano um supergrupo, chamado Ladrões do Tempo, e esta sexta-feira à noite vão mostrar em Loulé, no Algarve, como é que funcionam ao vivo. O concerto está marcado para as 23h30, no Bafo de Baco.