Kurt Cobain morreu em 1994 — mas acaba de sair o álbum Montage of Heck, com rascunhos de temas inéditos e versões de canções feitas pelo músico. Jeff Buckley morreu em 1997 — mas acaba de ser anunciado o lançamento, em 2016, de um disco, chamado You and I, com duas músicas inéditas e versões feitas por outros cantores. São apenas dois exemplos recentes de álbuns com músicas novas que surgem depois da morte de quem as compôs. Esta semana, o The Telegraph elaborou uma lista com os 10 melhores discos póstumos de sempre. Na lista entram Janis Joplin, Jimi Hendrix, Otis Redding e outros artistas que morreram de forma trágica e prematura.

Confira a lista e veja nesta fotogaleria as capas dos álbuns escolhidos pelo jornal inglês:

10 fotos

Janis Joplin nasceu a 19 de janeiro de 1943 e entrou cedo numa vida de excesso de álcool e drogas. Estava a editar o seu primeiro álbum a solo quando morreu de overdose de heroína, a 4 de outubro de 1970. Segundo o The Telegraph, a cantora e compositora ia gravar a voz do tema “Buried Alive in The Blues” no dia a seguir à sua morte. O álbum Pearl foi lançado seis meses depois.

Gram Parsons morreu de overdose de morfina e álcool, a 19 de setembro de 1973. Foi encontrado num quarto de um motel na Califórnia onde estaria a passar férias depois de ter terminado a gravação de um álbum em estúdio. O disco Grievous Angel, que contou com a parceria da cantora Emmylou Harris, foi lançado um ano após a morte de Parsons.

O suicídio do carismático vocalista dos Joy Division, Ian Curtis, a 18 de maio de 1980 terminou com a formação da banda. O álbum Closer foi lançado em julho desse ano. Os temas “Isolation”, “Passover”, “Heart and Soul” e “Twenty Four Hours” tiveram um grande sucesso e espelhavam bem a sonoridade da banda. Após a morte de Curtis, os restantes membros formaram os New Order.

Em dezembro de 1967, Otis Redding morreu aos 26 anos num acidente de aviação. Ficou conhecido pelo tema póstumo “(Sitting on) The Dock of the Bay”, lançado um ano depois da sua morte.

O álbum Milk and Honey foi feito pelo casal John Lennon e Yoko Ono. O ex-Beatle foi morto a tiro a 8 de dezembro de 1980. O disco só seria lançado em 1984, com músicas que não tinham sido editadas no álbum Double Fantasy, também dos dois. É o primeiro álbum póstumo de John Lennon.

O rapper Tupac Shakur foi atingido com quatro tiros a 7 de setembro de 1996 e acabou por morrer seis dias depois. The Don Killuminati foi o 5.º  álbum do artista feito em estúdio. Acabaria por ser lançado um mês depois de Tupac falecer.

O álbum Life After Death foi lançado apenas duas semanas depois de o rapper Notorious B.I.G ter sido assassinado, a 9 de março de 1997. O disco vendeu mais de 10 milhões de exemplares nos Estados Unidos e foi nomeado para três Grammy em 1998.

Jimi Hendrix terá morrido de uma overdose de comprimidos a 18 de setembro de 1970, em Londres. O álbum póstumo First Rays of the New Rising Sun era o quarto trabalho de estúdio do artista. Só foi lançado em 1997, depois de uma longa batalha judicial em que o pai de Hendrix conseguiu reaver os direitos da obra do filho.

Sketches For My Sweetheart The Drunk era o terceiro álbum de Jeff Buckley que morreu afogado em 1997 no rio Wolf, afluente do Mississipi. O artista trabalhou no álbum desde o verão de 1996 até ao início de 1997. O trabalho foi lançado um ano após a sua morte e é composto por temas gravados com Tom Verlaine. 

Roy Orbison ficou conhecido pelas suas baladas e teve uma carreira de mais de quatro décadas. O cantor morreu em dezembro de 1988, com 52 anos, vítima de ataque cardíaco. Segundo o The Telegraph, o álbum póstumo de 1989 Mystery Girl estava destinado a ser “o grande regresso” de Roy Orbison, com letras de Bono e The Edge, dos U2.