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O Ministério da Educação e Ciência assinou, esta sexta-feira, um contrato que permite manter em funcionamento a monitorização remota e o sistema de deteção de intrusão da videovigilância nas escolas, quinze dias depois de a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência(DGEEC) ter notificado os diretores de escolas para desligarem o sistema, como o Observador noticiou.

“O contrato, com vigência de três meses, permitirá assegurar a monitorização até à conclusão do procedimento concursal para a prestação de serviço por três anos. Assegura-se assim a monitorização remota do sistema de vigilância das escolas no período noturno e ao fim de semana, isto é, quando estão desocupadas, salvaguardando o interesse público e indo ao encontro das preocupações expressas por pais e diretores”, lê-se no comunicado enviado ao final desta tarde às redações.

O Ministério da Educação acrescenta ainda que o “procedimento concursal que será lançado em breve, para a manutenção e monitorização a 3 anos, permitirá atender às necessidades de melhoria identificadas na execução do contrato que esteve em vigor, no sentido de uma melhor prestação do serviço”.

A 5 de novembro, a DGEEC enviou uma notificação às escolas dando orientações para que os sistemas de intrusão e de videovigilância fossem desligados. A notícia foi recebida com preocupação pelos diretores, que temeram pela segurança do edifício e dos equipamentos, uma vez que as escolas dispensaram os guardas-noturnos a partir do momento em que este sistema foi instalado, em 2010.

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