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Foram roubados fatos de proteção de um hospital parisiense. O roubo deu-se um dia antes do primeiro-ministro francês ter falado do risco de utilização de armas químicas, por parte do Estado Islâmico e foi confirmado este domingo pela HP-AP, a autoridade que representa o sistema público de hospitais parisienses. Os fatos de proteção química estavam numa sala do Hospital Necker, um hospital pediátrico situado em Paris, relata a agência de notícias Associated Press.

Segundo os responsáveis, os fatos de proteção, semelhantes aos utilizados por médicos que trataram de casos de infeção pelo vírus do ébola, encontravam-se numa sala fechada, mas a que o staff do hospital tinha acesso. O seu desaparecimento foi notado na passada quarta-feira.

Os media franceses apontavam para que tivessem sido roubados do hospital uma dúzia de fatos de proteção, que se encontravam ainda selados, bem como três dúzias de botas resistentes a agentes químicos, e ainda luvas e máscaras anti-bactérias. As autoridades francesas não quiseram, porém, detalhar as peças que desapareceram da sala do hospital parisiense.

A queixa formal sobre o roubo foi preenchida na quinta-feira, o mesmo dia em que o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, alertou para o risco de membros do Estado Islâmico utilizarem “armas químicas e bacteriológicas” em futuros atentados feitos na Europa.

Em julho, duas organizações britânicas, presentes no Iraque e na Síria, relataram que só nesse mês tinham sido levados a cabo três ataques com armas químicas por parte do autodenominado Estado Islâmico, nesses dois países.

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