As autoridades bósnias que estão a investigar a explosão que ocorreu esta segunda-feira numa esquadra da polícia não descartam a possibilidade de se tratar de um ato de terrorismo, recordando que dois militares foram assassinados na semana passada.

De acordo com uma porta-voz da polícia, Aldina Ahmic, desconhecidos atiraram um engenho explosivo para o telhado da estação central das forças policiais da cidade de Zavidovici, que provocou danos materiais mas não causou vítimas.

“Neste caso, existem indícios de que se trata de um criminoso ato de terrorismo”, frisou Ahmic.

Entretanto, a Procuradoria já informou que vai investigar o caso, tendo destacado uma equipa especial para a investigação.

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Este incidente ocorre poucos dias depois de dois militares terem sido mortos a tiro por um atacante que se matou logo depois fazendo acionar um colete com explosivos, perto de um quartel de Sarajevo. As autoridades disseram que o homem que matou os dois soldados mantinha ligações com “círculos islâmicos” e que o ataque foi “quase de certeza um ato de terrorismo”.

Os muçulmanos representam cerca de 40 por cento da população do país, constituído também por sérvios ortodoxos e católicos.

Segundo as autoridades, a maioria dos muçulmanos da Bósnia é moderada mas uma minoria apoia abertamente os radicais que defendem o wahhabismo.

Após os recentes ataques do grupo extremista Estado Islâmico em Paris, o líder espiritual dos muçulmanos da Bósnia, Hussein Kavazovic apelou à paz e considerou o atentado como “pecado perante deus”.