A Bélgica reduziu o alerta de terrorismo de nível “quatro” para “três”, não se prevendo mais uma “ameaça iminente” no país. A notícia foi avançada pela agência France-Presse. 

A Bélgica tinha aumentado no último sábado para o nível máximo o alerta de terrorismo. “Após a última avaliação, o gabinete de crise aumentou o alerta para o nível ‘quatro’, o que significa uma séria ameaça na região de Bruxelas”, referia a declaração das autoridades belgas, divulgada uma semana após os ataques do auto-proclamado Estado Islâmico em Paris e que fez 130 mortos.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, confirmou a redução do nível de ameaça terrorista em Bruxelas para “três”, numa escala de “quatro”, porque o risco é sério, mas sem “caráter iminente”. 

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Em conferência de imprensa, o governante referiu que o nível “três” traduz uma “ameaça que continua séria, mas o caráter iminente, segundo diferentes indicações, já não está presente da mesma forma”, pelo que se justifica a manutenção ou a tomada de medidas necessárias. 

No âmbito dessas medidas, a presença policial e militar “deverá ser adaptada, mas de forma progressiva”, enquanto eventos com grande público devem ser analisados caso a caso, podendo colocar-se hipóteses de cancelamento ou aumento das medidas de segurança. 

Com a diminuição do nível de ameaça, o metropolitano retomará a circulação por toda a cidade, a partir das 07h00 (06h00 em Lisboa) de sexta-feira, com a manutenção de “medidas adaptadas a todo o território”. 

O Órgão de Coordenação para Análise de Ameaça (OCAM) belga decidiu hoje reduzir o nível de ameaça, antes da reunião do Conselho de Segurança Nacional. 

Na madrugada do último sábado, 21 de novembro, o OCAM recomendou a subida para o nível de alerta de “três” para “quatra”, o máximo da escala, na região de Bruxelas e da vizinha Vilvorde (flamenga), devido a uma” ameaça séria, precisa e iminente” de ataques terroristas múltiplos, à semelhança daqueles ocorridos a 13 de novembro em Paris. 

Bruxelas permaneceu sob alerta máximo durante cinco dias, e na segunda e na terça-feira as escolas e a rede de metro permaneceram fechadas, tendo sido reabertas na quarta-feira, mas rodeadas de fortes medidas de segurança.