O Presidente da Turquia pediu um encontro com Vladimir Putin e decidiu suspender os ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria, numa tentativa de serenar os ânimos entre os dois países depois de a força aérea turca ter abatido um avião militar russo depois de este, alegadamente, ter violado espaço aéreo turco.

Reçep Tayyip Erdogan vai estar em Paris para a cimeira do clima no final deste mês e quer aproveitar que Vladimir Putin também marcará presença para um encontro entre os dois chefes de Estado. O pedido foi confirmado pelo Kremlin, que no entanto não deu qualquer indicação sobre a resposta de Putin.

Erdogan e Putin têm continuado a troca de acusações em público, depois das duas palavras do presidente russo em que acusava Ancara de abater o avião sem razão, porque este não tinha penetrado em espaço aéreo turco, nem representava qualquer ameaça. Vladimir Putin atacou ainda a decisão do governo turco de recorrer de imediato à NATO e de nem sequer tentar falar com os russo.

O Presidente turco refutou estas acusações, dizendo que telefonou a Vladimir Putin, que não atendeu a chamada, nem ligou de volta.

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O Kremlin diz que Reçep Tayyip Erdogan só tentou falar com Vladimir Putin sete a oito horas após a queda do avião (na terça-feira).

Para tentar relançar o diálogo, a Turquia anunciou hoje a suspensão dos ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria. Numa entrevista ao jornal britânico The Times, o primeiro-ministro turco diz que o seu governo vai trabalhar com a Rússia e com os seus aliados para acalmar os ânimos.

“A comunidade internacional não pode virar-se contra si mesma. Caso contrário, os únicos vencedores serão o Daesh [Estado Islâmico]… e o regime sírio”, disse o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

O governo turco diz que o ataque ao avião militar russo, que o governo continua a dizer que só foi identificado após a sua queda, não foi um ato contra um país em específico e que as regras de combate para defender o território turco vão continuar a ser as mesmas.