“Nós devemos trabalhar, rezar e fazer tudo pela paz, mas paz sem amor, amizade, tolerância e perdão não é possível. Cada um de nós deve fazer alguma coisa. Dirijo-me a vocês, a todos os centro-africanos, para viverem em paz, viver em paz seja qual for a etnia, a cultura, a religião, o estatuto social. Devemos apostar na paz porque somos todos irmãos. E, porque somos irmãos, desejamos a paz. Rezem por mim”. Esta foi a primeira mensagem do Papa, ao pisar o solo da República Centro Africana.

O Papa Francisco pediu ao Governo de transição da República Centro Africana e aos seus cidadãos que se inspirem no lema do país — “unidade, dignidade e trabalho” — para superar o conflito inter-religioso que nos últimos anos custou a vida a milhares de pessoas.

Depois de se reunir com a presidente Catherine Samba-Panza, Francisco felicitou as autoridades nacionais e internacionais pelos esforços que realizaram para dirigir o país nesta etapa.

A República Centro Africana terá um referendo constitucional no dia 13 de dezembro e duas semanas depois serão as eleições presidenciais, dois eventos que devem permitir o início da reconstrução do país.

A Presidente da República Centro Africana, por seu lado, pediu este domingo perdão em nome da classe dirigente pela “descida aos infernos”, em alusão à violência no país, após receber o papa Francisco.

Catherine Samba-Panza elogiou a “lição de coragem e determinação” que o papa deu ao viajar a Bangui, a capital da República Centro Africana, onde Francisco foi recebido no palácio presidencial.

“Todos os filhos e filhas deste país devem reconhecer as suas faltas e pedir perdão, um perdão sincero”, afirmou, citada pelas agências de notícias internacionais.