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O mínimo para viver, o necessário para combater. Foi isto que os soldados curdos peshmerga encontraram nos túneis construídos pelo auto-proclamado Estado Islâmico na cidade iraquiana de Sinjar, perto da fronteira de nordeste da Síria. As forças curdas conseguiram conquistar a cidade a 12 de novembro deste ano — o Daech tomou-a de assalto em agosto de 2014.

A Associated Press (AP) teve acesso a um túnel usado pelo EI em Sinjar — estima-se que, igual àquele, haja entre 30 a 340 outros canais subterrâneos. Nestes encontraram-se espaços de descanso e de refeição, juntamente com utensílios de cozinha. Além disso, os túneis contam com instalações elétricas. Também foram vistas cópias do Corão, analgésicos e outros comprimidos ao longo dos corredores reforçados com sacos de areia, provavelmente para minimizar o impacto dos bombardeamentos aéreos. E (mais) uma evidência de que o armamento do EI chega dos sítios menos prováveis: uma caixa de munições fabricadas nos EUA.

“Era como se fosse uma rede inteira debaixo da cidade”, disse à AP um comandante curdo. “O Daech cavou estas trincheiras para se esconder dos ataques aéreos, para ter liberdade de movimento debaixo de terra e para conseguir guardar armas e explosivos.”

Os túneis estavam também ligadas a várias casas de Sinjar — o que permitiria aos soldados do EI desaparecerem com facilidade.

Veja aqui o vídeo que a AP fez num dos túneis de Sinjar:

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