É frequente ouvir queixas de gente que quer dormir e não consegue. Mas a insónia não é o único distúrbio do sono. Se por mais horas que durma continua a acordar com muito sono e passa o dia a sonhar com a hora de voltar para a cama, pode ter hipersónia.

As pessoas que sofrem deste distúrbio podem dormir 10 horas por dia que, mesmo assim, vão continuar a sentir que não descansaram nada. Como consequência, podem sentir-se irritáveis, confusos, com falta de concentração e até problemas de movimentação. Para se levantarem da cama de manhã, precisam de mais do que um despertador.

De acordo com a Associação Espanhola de Narcolepsia e Hipersónia, citada pela BBC espanhola, todos estes fatores acabam por influenciar a autoestima, a vida social e profissional dos que sofrem com este transtorno. E pode mesmo ser um sintoma de algo mais grave.

A mesma fonte indica que se trata de um problema “raro” que só afeta 1% da população, sendo mais frequente em mulheres do em homens. Começa a fazer-se sentir no início da idade adulta.

Há diferentes tipos de hipersónia, como a recorrente, idiopática e pós-traumática. Pode mesmo dever-se a fatores genéticos. Se nota que tem continuamente sono, apesar de dormir mais de oito horas por dia, o melhor é consultar um médico porque cada tratamento varia de paciente para paciente. O importante é não encarar o problema como simples preguiça.

Mas há atitudes que pode implementar. “Uma higiene do sono adequada é a mudança de comportamento mais importante a adotar”, indica a Associação Americana do Sono. Isso inclui praticar desporto durante o dia, estipular horários de sono regulares, ter um ambiente adequado para dormir, uma cama e almofada cómodas, bem como evitar cafeína e outros estimulantes quando a hora de deitar se aproxima.