Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A queda de um jato russo provocada pela Turquia não é um assunto que Vladimir Putin vá esquecer facilmente. Para além das sanções económicas e políticas a Ancara, o presidente russo afirmou em Paris que a Turquia está a lucrar com o tráfico de petróleo do Estado Islâmico e que foi por isso que abateu o jato russo. A resposta da Turquia não demorou.

A Cimeira do Clima em Paris está a ser placo de muitos líderes mundiais, mas Putin roubou a luz da ribalta ao dizer que a queda do jato russo “foi um grande erro” por parte da Turquia. “Temos todas as razões para pensar que a decisão de abater o nosso avião foi ditado por um desejo de proteger as linhas de abastecimento de petróleo da Turquia”, acusou Vladimir Putin, segundo relata a BBC.

Erdogan já respondeu à letra, também de Paris. “Não somos desonestos ao ponto de comprar petróleo a terroristas. Se ficar provado que já o fizemos, eu abandono o meu cargo. Apresentem-me essas provas e eu vou analisá-las”, garantiu o presidente turco que já tentou reunir-se com Putin na capital francesa, mas o russo recusou o encontro na segunda-feira.

A Turquia garantiu que a queda do jato russo e consequente morte de um dos pilotos “foi um acidente infeliz”. Putin diz agora que tem novos dados sobre a relação entre este país e o Estado Islâmico. A Rússia é o segundo maior parceiro comercial da Turquia e mais de três milhões de russos visitaram a Turquia no ano passado, números que podem mudar muito depois das sanções russas que apontam para uma maior dificuldade em conceder vistos e sanções económicas.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR