Há exatamente um ano, por volta desta hora, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa estava em Barcelona a receber do então presidente da autarquia, Xavier Trias, a nomeação da capital portuguesa como Capital Europeia do Voluntariado (CEV) em 2015. Esta sexta-feira, foi a vez de João Afonso passar o testemunho, mas não totalmente. Londres, em 2016, e Sligo, em 2017, vão ser as próximas capitais do voluntariado — mas Lisboa não vai parar, garantiu o vereador.

O salão nobre dos Paços do Concelho, com vista para uma Praça do Município engalanada para o Natal e onde uma tuna ensaiava antes do espetáculo final da CEV, recebeu representantes de 12 cidades europeias para ouvir o vereador dizer que “2015 foi um ano de trabalho normal” para os voluntários lisboetas. “Não foi um festival, não foi um conjunto de iniciativas fantásticas que acabam aqui”, disse João Afonso, frisando que o voluntariado em Lisboa é uma realidade que saiu reforçada deste ano de atividades.

Entre outras coisas, houve um mercado do voluntariado (onde instituições e potenciais voluntários se foram conhecer mutuamente), iniciativas concretas de limpeza de grafittis, a criação e lançamento de um guia de gestão do voluntariado e a visita de um grupo de voluntários romenos a Lisboa. Ao todo, 262 iniciativas promovidas por 108 instituições da cidade. Um dos resultados práticos? O número de pessoas inscritas no banco municipal de voluntariado aumentou quase 50%.

João Afonso disse-o e o presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado, Eugénio Fonseca, reforçou a ideia. “Foi um ano marcado por extremas dificuldades sociais”, disse o também presidente da Cáritas, antes de elogiar “tanto empenho e tanta criatividade” da câmara de Lisboa na organização da CEV. Foi “um ano muito marcante para o voluntariado em Portugal”, afirmou, propondo de seguida a criação de uma capital distrital do voluntariado já a partir do próximo ano.

Na cerimónia foi ainda entregue o Troféu Português do Voluntariado, que, em quatro categorias, galardoou cinco entidades e pessoas pelo trabalho desenvolvido ao longo deste ano. As próximas capitais europeias serão Londres, no Reino Unido, em 2016, e Sligo, na Irlanda, em 2017.