No dia em que faz 35 anos da morte de Francisco Sá Carneiro, o PSD divulgou um vídeo onde se diz igual a si mesmo, ou seja, um PSD que é, agora, igual ao que era então. Nesse vídeo, os sociais democratas afirmam que continuam a “enfrentar os desafios de cada tempo, mantendo-se fiel à matriz inicial”, ao contrário daquilo de que têm vindo a ser acusados pelo PS, de que são o PSD mais à direita de sempre.

Apesar de serem criticados pelos partidos mais à esquerda por terem imposto medidas de austeridade mais exigentes que aquilo que era necessário, os sociais-democratas contestam: “Não acreditamos em sebastianismos, em soluções milagrosas. Acreditamos nas pessoas, no trabalho, no esforço, no mérito”.

No vídeo é dito também que o PSD é “contra os radicalismos ideológicos” e que não tem “medo de eleições”. O que vem ao encontro do que Passos Coelho disse no debate da programa de Governo PS.

Num resumo sobre os últimos 45 anos e de como o partido interpreta a social democracia, o vídeo passa em revista as décadas de 70, 80, 90 e chega até aos anos 2000. Afirma que o princípio fundamental é “ser pela liberdade” e que é importante mudar a abordagem conforme os desafios o exijam, mas manter os princípios fundadores do partido.

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Sobre os anos 70 do partido e sobre Sá Carneiro, o PSD elogia “a coragem de lutar contra todas as formas de ditadura, de travar os excessos da revolução”, além de “encontrar consensos políticos”, para que se pudesse dar “estabilidade ao país”.

Para o PSD, as duas décadas seguintes à morte de Sá Carneiro significaram “libertar a democracia da tutela militar”,   defender a “liberdade de imprensa e, também, retirar a Economia da tutela do Estado. Além disso, o vídeo divulgado pelo Partido Social Democrata refere ainda a Europa e o fortalecimento das autonomias regionais.

Por outro lado, para os sociais democratas, os últimos anos trataram-se, essencialmente, de “devolver a esperança aos portugueses” e “a coragem de tomar as medidas necessárias para tirar Portugal da bancarrota”. E, numa altura de reviravolta política com a queda do Governo de Passos Coelho e a tomada de posse de António Costa, o partido afirma que lutará “sempre, quer no Governo, quer na oposição”.

“Nos anos 70, nos anos 80, nos anos 90, nos anos 2000. O Partido Social Democrata foi, é e será sempre o partido que os portugueses chamam nas situações difíceis”, acrescenta-se o vídeo do Tempo de Antena do PSD.

*Texto editado por Filomena Martins