O secretário-geral do PS propôs este sábado a realização do próximo congresso nacional para 4 e 5 de junho, decorrendo antes, em março, os congressos nas federações distritais deste partido. Ana Catarina Mendes espera que partido “suporte Governo”, mas também “ganhe autonomia” face ao executivo.

Este calendário foi proposto por António Costa na reunião da Comissão Nacional do PS, que teve como ponto principal a eleição de Ana Catarina Mendes para o cargo de secretária-geral adjunta. “É preciso um partido suficientemente forte, com novas ideias. Capaz de suportar o Governo, mas que ganhe autonomia face ao Governo”, disse Ana Catarina Mendes,

Além da data do próximo Congresso Nacional do PS, de acordo com as mesmas fontes contactadas pela agência Lusa, António Costa fez uma intervenção em que procurou estabelecer uma separação entre a atividade governativa e política. “Ao Governo cabe governar, ao PS cabe o combate político”, afirmou António Costa, citado por um dirigente socialista.

Essa separação entre funções governativas e políticas justificou, de resto, a criação do cargo de secretária-geral adjunta e da Comissão Permanente do PS, o que libertará António Costa e muitos membros do Governo simultaneamente dirigentes socialistas do acompanhamento em permanência da atividade partidária.

A Comissão Nacional do PS elegeu Ana Catarina Mendes com 176 votos a favor, três abstenções e dois contra, uma ampla maioria que representa 97% dos votos.

A remodelação nos órgãos do PS fez com que João Tiago Silveira, Hugo Pires e Maria Antónia Almeida Santos entrem para o Secretariado Nacional do partido. No final da reunião, António Costa abandonou o Altis sem falar à comunicação social.