O número de atos realizados no consulado de Portugal em Caracas, relacionados sobretudo com a obtenção de nacionalidade portuguesa, passaportes e cartões do cidadão, aumentou significativamente este ano, segundo o cônsul geral Luís Albuquerque Veloso.

“O número de atos aumentou bastante [entre janeiro e novembro último]. Fizemos mais 11.000 atos consulares do que no mesmo período do ano passado. Os que mais se realizaram foram a obtenção da nacionalidade, passaportes e cartões de cidadão”, explicou o cônsul geral de Portugal em Caracas à agência Lusa.

Segundo Luís Albuquerque Veloso, o total de atos consulares entre janeiro e novembro de 2015 ascendeu a 60 mil.

“Há muitas pessoas que agora querem ser [cidadãos] portugueses, finalmente. Ainda bem que se lembraram de que têm pais e avós portugueses e que podem ser portugueses e venezuelanos”, frisou.

Na Venezuela desde agosto de 2014, Luís Albuquerque Veloso sublinhou que atualmente “a comunidade portuguesa está sempre a querer trabalhar, a exercer as suas atividades com entusiasmo e tem as mesmas preocupações, intenções e ânimo que tinha no ano passado”.

Sobre o funcionamento consular, explicou que os portugueses não precisam fazer fila para ser atendidos no consulado, organismo que antes fechava ao meio-dia para almoço, o que agora não acontece.

“Claro que nesse período do almoço o atendimento é mais vagaroso, porque uns vão almoçar e depois os outros”, admitiu.

O responsável considera que os seus antecessores “fizeram um trabalho notável”, ao qual tem procurado dar sequência.

“Fizemos melhoramentos a nível de obras na área de utentes, conseguimos alguns aparelhos novos para fazer passaportes, computadores novos. Também [temos] mais uns funcionários, porque tínhamos perdido, com reformas, dois ou três funcionários”, disse.

Na distribuição dos funcionários, foram reforçadas as áreas relacionadas com a obtenção de nacionalidade, casamentos, óbitos e nascimentos.

Luís Albuquerque Veloso aproveitou para deixar o apelo aos luso-venezuelanos para se recensearem e participarem ativamente nas eleições portuguesas.