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Frente Nacional lidera em seis das 13 regiões de França

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O partido de Marine Le Pen tira partido dos ataques em Paris de 13 de novembro e mantém-se à frente com cerca de 30% dos votos - o melhor resultado alguma vez conseguido a nível regional.

Contagem dos votos nas eleições regionais em França
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Contagem dos votos nas eleições regionais em França

AFP/Getty Images

Contagem dos votos nas eleições regionais em França

AFP/Getty Images

A Frente Nacional, de Marine Le Pen, pode ter ganho a primeira volta das eleições em seis das 13 regiões francesas, contra as três que se anteviam nas sondagens. Apesar de a campanha ter sido suspensa depois dos atos terroristas de dia 13 de novembro em Paris, a Frente Nacional parece ter ganho com o clima de medo, sublinhando durante a campanha a ideia de fechar as fronteiras francesas a imigrantes ou refugiados.

O que mostram os dados que estão a ser contabilizados nas urnas é que Marine Le Pen conseguiu o melhor resultado da Frente Nacional numas eleições regionais – 27 a 30% de votos a nível nacional, contra os 11% de 2010. Se na segunda volta mantiverem estes resultados, o panorama político do país na Europa poderá mudar completamente, como explica o jornal britânico The Guardian.

Cartoon satiriza que a possível vitória da Frente Nacional, pelo menos nesta primeira volta, é uma vitória para o autoproclamado Estado Islâmico.

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As eleições regionais em França decorrem sempre com duas voltas – se nenhum dos candidatos conseguir mais do que 50% dos votos na primeira volta -, acontecendo uma este domingo e a segunda no próximo, dia 13. Os partidos que nesta primeira volta conseguirem 10% dos votos serão considerados para a segunda volta, o que explica que alguns partidos de esquerda possam pensar em fazer coligações – nomeadamente para terem mais hipóteses de bater a Frente Nacional, impossibilitando este partido de extrema-direita de conquistar o poder em várias regiões administrativas do país.

Os resultados preliminares davam 27,5 a 30% dos votos à Frente Nacional, 27,5% aos Republicanos e 22 a 23% ao Partido Socialista.

Os Republicanos, do antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy, estão à frente em quatro regiões e o Partido Socialista, do atual presidente François Hollande, conquistou apenas duas regiões, segundo o jornal francês Le Monde. Esta é, como frisa o jornal espanhol El País, uma grande derrota para os socialistas que em 2010 tinham 21 das 22 das regiões metropolitanas.

Na primeira volta deste domingo, tudo terá ficado assim, como mostra o jornal francês Le Monde:

  • Frente Nacional: Provença-Alpes-Costa Azul, Midi-Pirinéus-Languedoque-Rosilhão, Alsácia-Lorena-Champanha-Ardenas, Centro-Vale do Loire, Norte-Passo de Calais-Picardia e Borgonha-Condado Franco.
  • Republicanos: País do Loire, Normandia, Auvérnia-Ródano-Alpes e Ilha de França.
  • Partido Socialista: Bretanha, Aquitânia-Limusino-Poitou-Charentes.

Ganhar o domínio sobre as regiões francesas é um poder relativo. As regiões têm um poder muito limitado – a gestão da parte não docente das escolas, organização dos transportes públicos, apoio às pequenas e médias empresas e políticas ambientais -, mas os orçamentos em jogo podem ser avultados: 3.300 milhões de euros anuais em Norte-Passo de Calais-Picardia, que pode vir a ser presidido por Marine Le Pen, e 2.100 milhões de euros em Provença-Alpes-Costa Azul, de Marion Maréchal-Le Pen.

A Frente Nacional tem agora cerca de um ano e meio – até às eleições presidenciais de maio de 2017 – para mostrar que é capaz de gerir instituições de maior peso. O jornal The Economist recorda que a Frente Nacional nunca governou nenhuma região em França e que agora poderá ter seis à sua responsabilidade.

Para ir seguindo os resultados nas várias regiões, dados pelo jornal Le Monde, clique nos pontos do mapa. Última atualização às 23 horas (hora de Lisboa).

Mediante os resultados das contagens já efetuadas, Marine Le Pen encheu a conta do Twitter com mensagens para os eleitores, afirmando que agora o partido Frente Nacional é, sem dúvida, o primeiro partido de França. “Os eleitores têm permitido, pelo seu apoio, este magnífico resultado que nos congratulamos com humildade e responsabilidade.” A líder do partido felicita os eleitores por não se terem deixado intimidar pelos órgãos de comunicação e “feudos políticos”. Le Pen aproveita para chamar os eleitores a votarem na segunda volta no próximo sábado.

“O resultado de Marion Maréchal-Le Pen faz cair sobre a nossa região e o nosso país uma das mais graves ameaças da nossa história política. Esta candidata nunca parou de insultar, estigmatizar e dividir os habitantes da nossa região”, disse Christian Estrosi, candidato pelos Republicanos, na região da Provença-Alpes-Costa Azul. “Le Pen representa um perigo imenso para a nossa convivência. A nossa região não deve ser um laboratório de extremistas.” O candidato republicano apela ainda “a todos os abstencionistas da primeira volta que se mobilizem largamente no próximo domingo”.

Os resultados por cada município: Frente Nacional (azul escuro), Republicanos e uniões de direita (azul claro) e Partido Socialista e uniões de esquerda (rosa).

A secretária nacional da Europa Ecologia-Os Verdes e cabeça de lista pela região Ilha de França, Emmanuelle Cosse, apela à fusão dos partidos de esquerda e dos ecologistas na segunda volta das eleições regionais. “É o que podemos fazer.”

O secretário nacional do Partido Comunista (PCF), Pierre Laurent, disse na televisão France 2 que está a trabalhar nas listas da esquerda que “fazer frente a esta situação extremamente perigosa”. Pierre Laurent referia-se à vitória da Frente Nacional nesta primeira volta das eleições regionais francesas, que considera “extremamente preocupantes para o futuro do país”.

https://twitter.com/lobs_live/status/673616504336678912

Os jornais franceses Le Figaro e L’Humanité coincidem nos títulos das primeiras páginas de segunda-feira, o dia depois de a Frente Nacional se ter afirmado no país: “O choque”.

Para o presidente do Senado, Gérard Larcher, “nada seria pior do que alianças improváveis, explícitas ou implícitas, que submergem os franceses numa ainda maior confusão”. O republicano mostra-se contra as alianças de esquerda para fazer face à Frente Nacional.

O Partido Socialista, um partido de centro-esquerda, está a ponderar, por sua vez, retirar-se da corrida nas regiões onde a esquerda não conseguirá ultrapassar a Frente Nacional nas votações do próximo domingo, nomeadamente Provença-Alpes-Costa Azul e Norte-Passo de Calais-Picardia, anunciou o número um do partido, Jean-Christophe Cambadélis. Desta forma deixa margem para os Republicanos, um partido de centro-direita, ganharem mais votos e poderem ultrapassar o partido de extrema-direita que lidera a primeira volta.

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