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Casa Branca 2016

Donald Trump: “todos os muçulmanos devem ser impedidos de entrar nos EUA”

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Donald Trump afirmou que "os muçulmanos devem ser total e completamente banidos de entrar nos EUA", até se "perceber o que se está a passar". A Casa Branca já reagiu.

Scott Olson/Getty Images

Autores
  • Diogo Queiroz de Andrade
  • Elsa Araújo Rodrigues

“Os muçulmanos devem ser total e completamente banidos de entrar nos Estados Unidos da América até que os representantes do nosso país consigam descobrir o que está a acontecer”, afirmou Donald Trump. Um dos candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos da América, soma e segue no campeonato das declarações polémicas.

A Casa Branca já criticou estas palavras. De forma clara, a presidência dos Estados Unidos afirma que estas frases são “contrárias aos valores dos Estados Unidos”, recordando frases do discurso de ontem do Presidente Obama.

As declarações de Trump surgem no rescaldo do tiroteio da semana passada em San Bernadino  na  Califórnia. Segundo o comunicado, as afirmações estão sustentados nos resultados de uma sondagem à população americana que alegadamente mostrou que alguns muçulmanos nos Estados Unidos concordam que a violência contra os americanos foi justificada como parte da jihad global, refere a agência BNO News.

“Mesmo sem olhar para os vários dados da sondagem, é óbvio a qualquer um que o ódio está para além da compreensão”, disse  Donald Trump, segundo o Huffington Post. Corey Lewandowski, gestor da campanha de Donald Trump disse à Associated Press que a proibição proposta se aplicaria a “todos”, incluindo turistas, acrescenta o National Post.

As reações têm sido de indignação, recordando que mais de cinco milhões de americanos são muçulmanos – e que há 3409 muçulmanos nas forças armadas dos Estados Unidos.

Ariana Huffington, fundadora do Huffington Post e figura poderosa na imprensa norte-americana, escreveu um editorial devastador para o candidato republicano: “Já não estamos a achar piada”. Já em julho o Huffington Post tinha decidido colocar a cobertura da candidatura de Trump na secção de entretenimento, por a considerar pouco séria. Agora, dado o facto de que Trump lidera muitas sondagens e se tem mantido na corrida, o jornal online vai voltar a passar a cobertura para a secção de política, mas tratando-o de forma crítica e reconhecendo que a neutralidade face aos candidatos é prejudicial aos interesses da nação americana.

Espera-se que a imprensa americana mantenha nesta terça-feira o tom crítico face ao discurso de Trump. Pode ser o fim das aspirações presidenciais do candidato.

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