A Comissão Europeia deverá apresentar em breve propostas específicas para lutar contra o financiamento do terrorismo, para serem debatidas pelos ministros europeus da Economia e das Finanças em Janeiro próximo.

Decidimos olhar atentamente, nas próximas semanas, para todos os elementos do lado financeiro” do terrorismo, salientou o ministro luxemburguês das Finanças, Pierre Gramegna, numa conferência de imprensa em Bruxelas, após a reunião dos ministros da Economia e Finanças (Ecofin) da UE, esta terça-feira, 8 de Dezembro. “A CE prometeu o seu pleno apoio e trabalhará em proposta que discutiremos já em Janeiro”, na próxima reunião do Ecofin, acrescentou o governante.

Os 28 avançaram também noutros pontos como a taxa sobre transacções financeiras (a chamada taxa Tobin), a União Bancária e acordos fiscais e outros instrumentos de luta contra a erosão da base tributável, entre outros aspectos.

A França introduziu a luta contra o financiamento do terrorismo na agenda desta terça-feira, apresentando um documento de 13 páginas com várias propostas.

O vice-presidente da Comissão Europeia para o Euro e o Diálogo Social, Vladis Dombrovskis, explicou que “é preciso acelerar” a resposta comum contra o terrorismo e dar passos concretos, e o primeiro deve ser a “rápida transposição da quarta directiva da luta contra o branqueamento dos capitais” e o regulamento sobre a informação que deve acompanhar a transferência de fundos.

Só se previa a entrada em vigor deste conjunto de medidas em Junho de 2017, pelo que a sua implementação deve ser acelerada.

A França propõe, entre outras medidas, reforçar os poderes das Unidades de Informação Financeira para que possam, por exemplo, aceder a contas bancárias, e não apenas quando há transacções suspeitas, e impulsionar um maior intercâmbio de informação entre estas instituições.