Dois jornalistas e dois editores de um serviço noticioso da China foram suspensos na semana passada porque sugeriram a demissão do presidente Xi Jinping, conta a Al Jazeera. Tudo aconteceu após o discurso do presidente chinês numa cimeira entre China e países africanos em Joanesburgo, na África do Sul.

Este episódio, no entanto, não terá passado de uma gralha: os jornalistas trocaram a palavra “zhi ci” (discurso) por “ci zhi” (resignação). Ou seja, em vez de surgir no artigo “No seu discurso, Xi Jinping disse…”, foi impresso “Na sua resignação, Xi Jinping disse…”. Como explica a Quartz, as palavras têm semelhanças, como os sons e um caracter em comum. Agora em mandarim: discurso, “zhi ci” (致辞); resignação, “ci zhi” (辞职).

Toda esta confusão passou despercebida a muita gente, inclusivamente a portais de notícias que partilharam a reportagem. O artigo seria retirado “do ar” apenas uma hora e meia depois. Os quatro membros da agência noticiosa, diz a Quartz, não deverão receber mais punições para além da atual suspensão.

Este caso ocorreu dois dias depois de outro episódio de uma gralha embaraçosa. A Xinhua, a principal agência noticiosa da China, escreveu mal o nome de Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos. O erro multiplicar-se-ia por muitos outros jornais e portais de notícias.