A seleção portuguesa traçou a obtenção do primeiro lugar do seu grupo como único objetivo para a primeira fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de futsal de 2016, na Colômbia. A equipa das ‘quinas’ está concentrada na Póvoa de Varzim, onde, a partir da quarta-feira, vai medir forças, em três jogos, com Polónia, Noruega e Roménia, no Grupo 6 da qualificação.

Apesar de Portugal partir como favorito para esta ronda, que antecede um ‘play-off’ final, que irá decidir quem estará presente na Colômbia, o selecionador Jorge Braz evita esse rótulo. “Cada vez estas qualificações são mais difíceis. Os adversários têm vindo a melhorar e não pode haver rótulos e chavões de favoritismo. Há o sentimento de obrigação e, mais que isso, uma vontade de queremos estar novamente no Campeonato do Mundo”, disse o técnico à agência Lusa.

Garantindo que a equipa está focada em “passar esta fase inicial como vencedora do grupo”, Jorge Braz sabe que, para tal, a seleção tem de estar a um nível irrepreensível. “Para sermos primeiros temos de vencer os três jogos e não pode haver deslizes nem falhas em qualquer momento. Se nos habituarmos a essa ideia, as coisas serão mais fáceis”, completou.

Entre os três adversários, a Roménia será, no plano teórico, a formação com mais argumentos para fazer frente a Portugal nesta fase, mas Jorge Braz deixou o aviso para o potencial dos outros conjuntos. “A Polónia tem evoluído imenso, a Noruega está a organizar-se com muita dinâmica e a Roménia é uma seleção habituada a fases finais. Esse trabalho de casa já foi feito e temos agora de nos preocupar com o que temos de fazer e a qualidade que temos de apresentar”, vincou o técnico.

O lote dos 14 jogadores convocados para estes três compromissos volta a integrar uma mescla de jogadores consagrados e elementos mais jovens à procura de se afirmar na seleção, numa estratégia que Jorge Braz garante ser pensada. “Tem havido a preocupação de renovar o grupo, tendo gente nova simultaneamente com jogadores experientes, para que possamos responder às necessidades dos objetivos imediatos mas, também, preparamos o futuro”, disse o selecionador nacional.

A ideia mereceu concordância por parte dos atletas, com Bruno Coelho, jogador do Benfica, a garantir que “com irreverência dos mais novos e experiencia dos mais velhos está formado um grupo fantástico para se atingir os objetivos de Portugal”. “As expectativas são altas, mas não podemos pensar que vai ser fácil, porque temos equipas no nosso grupo muito competitivas. Sabemos o que temos de fazer, não podemos facilitar”, completou o jogador.

Nessa linha de pensamento, João Matos, jogador do Sporting, partilhou, igualmente, o espírito de uma equipa que não vai tolerar o erro. “Está fora de questão vacilarmos, não podemos estar a fazer contas para o apuramento, temos de assumir que temos uma equipa forte e que somos favoritos no grupo e que temos de o provar nestas finais passando em primeiro lugar no grupo”.

Os dois jogadores concordam que “todas os adversários são complicados”, mas, na opinião de Bruno Coelho, “a Roménia, pela sua experiência, pode ser mais difícil”. Assim, João Matos lembra que será importante “entrar bem, no jogo com a Polónia, até para os níveis de confiança aumentarem, mas sempre com o cuidado de não relaxar no foco de vencer todos os jogos”.

Nesta primeira fase de preparação para o Campeonato do Mundo de futsal, que se realiza na Colômbia em 2016, Portugal vai defrontar a Polónia (quinta-feira), a Noruega (sexta-feira) e a Roménia (domingo). Todos os jogos serão realizados no pavilhão municipal da Póvoa de Varzim, cidade onde a seleção nacional está concentrada desde