A Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano votou já um projeto de lei que aperta o controlo às viagens para os EUA. As novas medidas implicam que todos aqueles que viajaram para o Iraque ou para a Síria depois de março de 2011, assim como aqueles que visitaram recentemente o Irão e o Sudão (alegadamente financiadores dos terroristas), fiquem de fora do programa de isenção de vistos, aumentando o controlo sobre as suas deslocações. O projeto de lei tem ainda de passar pelo crivo do Senado antes de entrar em vigor.

Com 407 votos a favor e 19 votos contra, a câmara baixa do Congresso (de maioria republicana) aprovou a proposta, com o principal proponente da medida a admitir tratar-se de “excesso de zelo”, mas por um objetivo maior. “Com um claro excesso de zelo, vamos agora exigir a esses indivíduos que se candidatem a um visto e que passem por todo o processo formal de seleção”, afirmou o deputado republicano Candice Miller, citado pela BBC.

Há atualmente 38 países incluídos no Programa de Isenção de Vistos dos EUA, mas as autoridades norte-americanas acreditam que cerca de 5 mil cidadãos europeus, muitos deles provenientes de países que estão ao abrigo do programa, tenham viajado para a Síria ou para o Iraque para combaterem ao lado do Estado Islâmico e receiam que possam agora querer entrar nos continente norte-americano à boleia da isenção de visto.

Caso a proposta passe no Senado e seja, depois disso, convertida em lei, as restrições aumentam um pouco para todos os cidadãos, passando a ser obrigatório todos os viajantes que chegam aos EUA terem um passaporte eletrónico, contendo todos os dados de identidade dos cidadãos.

A votação do Congresso surge pouco depois de o candidato presidencial republicano Donald Trump ter feito mais uma declaração polémica propondo que todos os muçulmanos fossem banidos de entrar nos EUA “até se perceber o que se está a passar”. As declarações de Trump, no entanto, foram rapidamente criticadas ao longo de todo o espetro político, entre democratas e republicanos.