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O serviço de streaming de música Spotify está a considerar disponibilizar determinados conteúdos para subscrições pagas. A ideia é permitir a alguns artistas que divulguem os seus novos álbuns apenas para os utilizadores que têm subscrições pagas, bloqueando o acesso aos restantes. O objetivo é fazer face ao problema da fuga recente de músicos para outros serviços onde o acesso aos conteúdos não é inteiramente gratuito e onde muitas vezes são os próprios músicos que escolhem o que é grátis e o que não é.

Trata-se de um aparente recuo do Spotify na sua política de acesso gratuito aos conteúdos. Até agora, 80 milhões de utilizadores ativos mensais têm acesso a todas as músicas disponíveis naquela plataforma, sendo que cerca de 20 milhões pagam cerca de 10 dólares por mês para terem acesso a tudo sem precisarem de recorrer à publicidade. Mas de acordo com o Wall Street Journal (artigo fechado para subscritores), que avança a notícia esta quarta-feira, isso pode estar prestes a mudar, com fontes próximas a revelar que as restrições estão a ser estudadas.

Certo é que a medida irá certamente agradar os músicos e as editoras da indústria musical, que tem travado uma batalha contra o não pagamento de conteúdos musicais. Só neste ano, o Spotify perdeu vários artistas para serviços concorrentes, como o Apple Music e o Pandora, que permitem aos autores escolher se querem disponibilizar as músicas a todos os utilizadores de forma gratuita ou não.

Mas se tem vantagens junto dos clientes produtores, terá desvantagens junto dos cliente utilizadores. E o desafio para o Spotify será equilibrar os dois: é que, se os músicos optarem todos pela estratégia do pagamento, então haverá certamente fuga de utilizadores para outros serviços como o YouTube, por exemplo, onde podem encontrar as mesmas músicas de forma gratuita.

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