Dois senadores norte-americanos apresentaram na terça-feira um projeto-lei destinado a obrigar as empresas tecnológicas, em particular as redes sociais, a prevenir as forças da ordem face a eventuais atividades terroristas nas suas plataformas.

A lei, proposta pela democrata Dianne Feinstein e o republicano Richard Burr, e que abrange as plataformas Facebook ou Twitter, estipula que “caso as empresas tenham conhecimento de atividades terroristas, como a planificação de ataques, recrutamento ou distribuição de material terrorista, devem fornecer essas informações às forças da ordem”, indica um comunicado.

O dispositivo é calcado do já existente para a pornografia infantil em linha, e “não obriga as empresas a vigiar os seus clientes ou a adotar medidas suplementares para informar sobre atividades terroristas”, precisa o texto.

“A lei não criminaliza a liberdade de expressão. Obriga a advertir sobre potenciais comportamentos terroristas”, assegura na sua conta Twitter Dianne Feinstein.

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“Estamos numa nova era, em que os grupos terroristas como o EI [o grupo Estado Islâmico] utilizam os media sociais para reinventar as formas de recrutamento e planificar ataques”, afirma no comunicado.

“Estas informações podem ser a chave para identificar e travar os recrutamentos e um ataque terrorista, mais necessitamos da ajuda dos grupos tecnológicos”, acrescenta.

Os senadores revelam designadamente que Tashfeen Malik, um dos responsáveis pelo ataque da semana passada em San Bernardino, na Califórnia, terá segundo diversos media prestado lealdade na sua conta Facebook ao autoproclamado chefe do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

A sua conta no Facebook terá sido de seguida suprimida por violar as regras de utilização.