O presidente da Liga dos Bombeiros Voluntários Portugueses afirmou este sábado que os bombeiros não apresentam problemas de saúde diferentes do resto da população, depois de 8.000 terem sido rastreados no último ano e meio. Jaime Marta Soares disse em declarações à agência Lusa que a avaliação da saúde dos bombeiros portugueses “é idêntica à do cidadão comum, não exposto a grandes esforços”.

Falando à agência Lusa sobre a reunião do Conselho Nacional que se realizou em Rio Maior, Jaime Marta Soares disse que dos 8.000 rastreados, “1.000 foram encaminhados, por precaução, para centros de saúde, urgências e para os médicos de família para serem vistos sobre questões pontuais”. “Era necessário ter alguns cuidados com esses bombeiros, por ventura alguma medicação que os ajudasse a estarem fisicamente bem”, salientou o responsável.

O Conselho Nacional, que é um órgão entre congressos que tem competências de decisão para tratar dos problemas importantes da Liga dos Bombeiros Voluntários Portugueses, tinha na ordem de trabalhos, além do plano de atividades e orçamentos, o relatório realizado no último ano e meio sobre rastreamento da saúde dos bombeiros portugueses.

“Naquilo que hoje nos foi dado a conhecer, a saúde dos bombeiros não foge aquilo que se passa com o cidadão comum que não está sujeito a esforços tão grandes e situações de desgaste complexas e difíceis, nomeadamente, do ponto de vista físico e psicológico”, salientou o responsável. Jaime Marta Soares referiu ainda que faltam ainda rastrear 22.000 bombeiros nos próximos quatro anos e que está previsto serem rastreados 6.000 por ano.

“O rastreio que foi feito já serve para fazer uma avaliação que irá permitir elaborar uma estatística profunda que permitirá saber concretamente o que se está a passar. E os dados atuais apontam para que a situação da saúde dos bombeiros não parece ser preocupante”, esclareceu à Lusa o responsável.

No final deste rastreio, o primeiro feito em Portugal, poder-se-á ver qual o tipo de cultura e aconselhamentos a dar aos bombeiros e elaborar uma definição estratégica para dar apoio aos bombeiros.

“Os restantes pontos da agenda do Conselho Nacional foram todos aprovados por unanimidade”. concluiu. O rastreio da saúde dos bombeiros foi decorre de um acordo assinado entre o Ministério da Administração Interna e a Autoridade Nacional de Proteção Civil.