Ranking Escolas 2015

Secundário: mais escolas privadas nos lugares de topo dos rankings

416

As 26 escolas mais bem classificadas nos rankings calculados a partir das notas dos exames do 12º ano são privadas. O primeiro lugar é ocupado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto.

O Colégio São João de Brito, em Lisboa, ocupa o 3º lugar

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

As primeiras 26 escolas com melhores médias nos exames nacionais do 12.º ano são privadas e situam-se maioritariamente no Porto e em Lisboa, onde também se encontra a pública mais bem classificada: a Escola Secundária do Restelo. A presença de escolas particulares e cooperativas nos primeiros lugares das tabelas tem aumentado nos últimos anos, segundo os rankings da Agência Lusa, que têm por base os resultados dos alunos internos nas provas nacionais que são anualmente disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Na guerra pela notoriedade de ficar nos lugares cimeiros surge, invariavelmente, o mesmo grupo de estabelecimentos de ensino que todos os anos vão subindo ou descendo posições da tabela.

Este ano, o Colégio Nossa Senhora do Rosário volta a ocupar o primeiro lugar, segundo a lista da Lusa que tem em conta apenas as 505 escolas onde se realizaram pelo menos 100 provas e compara os resultados dos alunos na primeira fase de exames.

Com 455 exames, o colégio portuense conseguiu uma média de 15,06 valores, que fica abaixo da nota média (16,77) atribuída pelos professores da escola pelo trabalho dos alunos feito ao longo do ano na sala de aula.

O Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra, surge em segundo lugar, seguindo-se o Colégio São João de Brito, em Lisboa, e o St. Peter´s School, em Setúbal.

Se, no ano passado, os primeiros 23 lugares foram ocupados por escolas particulares e cooperativas, este ano a primeira pública surge apenas em 27.º lugar do ranking da Lusa: a Escola Secundária do Restelo, em Lisboa (média de 12,94 valores em 720 exames).

A Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, e as escolas D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, e Clara de Resende, no Porto, são as outras públicas com melhores resultados nos exames, tendo ficado classificadas em 28.º, 32.º e 33.º lugares respetivamente.

Os alunos das escolas privadas têm melhores resultados nos exames e nas notas internas pelo trabalho realizado ao longo do ano na sala de aula, segundo uma análise feita pela Lusa.

A média de exames nas privadas é de 12 valores, enquanto nas públicas é de 10,6%, no mesmo sentido, a média das notas internas no privado é de 14,6 valores enquanto no público é de 13,4.

Do universo de 505 escolas secundárias, 79 são privadas e 426 públicas. Este ano, os alunos das escolas privadas realizaram 25.237 exames, enquanto nas públicas fizeram-se sete vezes mais provas (179.603).

Os dados revelam ainda que, este ano, as notas subiram: em 365 escolas a média dos exames foi positiva, contra 140 estabelecimentos de ensino em que a média foi abaixo de dez valores.

Entre as escolas com piores resultados médios nos exames surgem a escola particular e cooperativa de Díli, a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, com uma média de 6,86 valores, seguindo-se a Secundária de Valbom, no Porto, e a Secundária Vitorino Nemésio, na Praia da Vitória.

Na lista surge ainda a Básica e Secundária do Cerco, e a Secundária de Santo António, e em 9.º lugar a histórica escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, com uma média de 8,46 valores nos 117 exames realizados.

notas_melhores_piores_gerais_2

Há escolas secundárias que subiram mais de 200 lugares no ranking

O ranking das escolas de ensino secundário elaborado pela Lusa mostra que a maioria das escolas privadas é estável, não se movendo mais do que 30 lugares de um ano para o outro, enquanto as públicas conseguem subir ou descer mais de duzentos lugares.

Num universo de 483 escolas secundárias que disponibilizaram informação, houve sete que subiram mais de 200 lugares, com destaque para uma escola madeirense que subiu 269 lugares, passando de quase do final da tabela (452.º lugar) para o 183.º lugar.

A Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, na Madeira, conseguiu a maior subida no ranking elaborado pela Lusa com base nos resultados dos exames nacionais da 1.º fase disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Seguem-se a Escola Básica e Secundária da Sé, em Lamego (subiu 254 lugares), a Secundária de Campo Maior (249 lugares), a Básica e Secundária de Ribeira de Pena (242 lugares) e a Secundária Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, que subiu 220 lugares.

Outros 43 estabelecimentos de ensino melhoraram 100 lugares na tabela que contabiliza todas as escolas independentemente do número de exames realizados.

Olhando para as privadas percebe-se que a maioria (58%) pouco se move na tabela, andando apenas entre os 30 lugares mais para cima ou para baixo.

Cinco escolas, todas públicas, mantiveram os seus lugares na tabela: a Escola Secundária de José Gomes Ferreira e a Vergílio Ferreira, ambas em Lisboa, Escola Secundária de Sampaio, em Setúbal, a Secundária Henriques Nogueira, em Lisboa e a Secundária de Albufeira.

Quarenta e cinco escolas desceram pelo menos cem lugares e cinco conseguiram descer mais de 220 lugares.

escolas_subiram_desceram_200_posicoes_2

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

grafismo de Milton Cappelletti.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ranking Escolas 2015

Rankings e liberdade andam de mão dada

João Muñoz de Oliveira
163

Uma escola onde se aprende é a mais poderosa ferramenta de desenvolvimento pessoal e social para crianças e jovens. E se existem para os alunos, as famílias devem poder saber em que escolas se aprende

Escolas

Como travar o Processo de Elitização em Curso?

Rodrigo Queiroz e Melo
154

O atual sistema prejudica fortemente e condiciona a mobilidade socioeconómica. A maior das ironias é que tenha sido a atual solução governativa a causadora de tamanha desigualdade. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)