Nasceu num Uber na Índia e nunca se esquecerá disso. O bebé que o motorista Shahnawaz ajudou a dar à luz na parte de trás do seu carro vai ter o mesmo nome que Travis Kalanick escolheu para batizar a aplicação que lançou em 2009 e que visa ligar motoristas privados a utilizadores: Uber. O motorista conta que foi “o dia mais feliz da sua vida”.

A mãe da criança começou a sentir contrações e tentou pedir uma ambulância. Sem sucesso. Estava com duas amigas quando decidiu pedir um Uber para o hospital mais próximo, mas o motorista teve de parar a meio para ajudar no trabalho de parto, que entretanto se iniciara.

Não é a primeira vez que este tipo de situação acontece e a empresa até tem uma política específica para quando nascem bebés em viagens Uber ou quando os pais escolhem este serviço para chegar ao hospital: os motoristas recebem bilhetes para uma partida desportiva, como um jogo de futebol, e uma limpeza grátis ao carro. Os recém-nascidos recebem um babygrow a dizer Uber Rider Onesie.

https://twitter.com/Uber_DFW/status/365585573852876802?lang=en

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Vitória em Seattle para os motoristas

Enquanto em Portugal se aguarda a decisão do Tribunal da Relação sobre o processo que envolve a ANTRAL – Associação Nacional de Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a Uber, nos Estados Unidos a discussão é outra: como lutar pelos direitos dos motoristas que integram a plataforma?

No centro da polémica está o serviço UberPop (não disponível em Portugal), onde qualquer pessoa se pode inscrever na plataforma e utilizar o carro pessoal para transportar outras pessoas. Por prestarem serviços a título pessoal, estes motoristas não chegam a ser colaboradores da empresa. São trabalhadores independentes e, por isso, não estão abrangidos pelos direitos dos colaboradores por conta de outrem.

Mas em Seattle, nos Estados Unidos, há um avanço na proteção dos direitos destes trabalhadores. A assembleia municipal aprovou que quem preste serviços que envolvam partilhas de boleias ou aplicações (como a Uber e a concorrente Lyft) integrem um sindicato, que permita que lutem por melhores condições de trabalho.

Em Portugal, os serviços disponíveis em Lisboa e no Porto são o UberX e o Uber Black e a empresa diz que recorre a empresas parceiras, que operam no setor de aluguer de veículos de transporte com motorista.