A Polícia Federal (PF) brasileira cumpriu hoje um mandado de busca e apreensão em casas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em Brasília e no Rio de Janeiro, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o sítio de notícias G1, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão em endereços dos dois ministros (ambos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro/PMDB – partido da base de Dilma Rousseff), assim como do líder da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), entre outras pessoas.

Segundo a Polícia Federal brasileira, foram emitidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da Lava Jato (esquema de corrupção e branqueamento de capitais que envolve vários políticos).

O principal objetivo da PF é evitar que os investigados destruam provas e apreender bens que, segundo as investigações, podem ter sido adquiridos por prática criminosa.

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Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

A PF também informou que, além das residências de investigados, são realizadas em sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Os deputados Aníbal Gomes, Eduardo da Fonte e Aureo, o prefeito de Nova Iguaçu (região metropolitana do Rio de Janeiro), Nelson Bornier, também foram alvo da ação policial.

Outro mandado foi cumprido na sede do PMDB em Alagoas, relacionado com o inquérito do ex-Presidente e atual senador Fernando Collor. Os senadores Edison Lobão (ex-ministro de Minas e Energia) e Fernando Bezerra Coelho também são alvo da operação de hoje.

Também foram alvo de mandados a chefe de gabinete de Eduardo Cunha, Denise Santos, e o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Ferreira Cleto, exonerado pela Presidente Dilma Rousseff na semana passada.

Pelo menos 12 polícias foram deslocados para a casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em Brasília, que fica na Península dos Ministros, onde estão as residências dos ministros de Estado.

A busca na casa de Cunha foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O objetivo da operação é recolher provas nos inquéritos que investigam se o presidente da câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.

Eduardo Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido à suspeita de ter recebido pelo menos 5 milhões de dólares (4,5 milhões de euros) por contratos de aluguer de navios-sonda pela Petrobras. O STF ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.

O presidente da câmara dos deputados também é alvo de inquérito que investiga suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais através de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar.

A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria-Geral da República pelo Ministério Público suíço.