Depois do grexit, expressão criada para indicar a possível saída da Grécia da União Europeia, chegou o tempo do brexit. Esta expressão, mais recente, remete para a separação da Grã-Bretanha das instituições europeias e parece começar a cativar a maioria dos britânicos.

A cimeira europeia desta quarta-feira, a última do ano, vai reunir os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia tem precisamente como um dos pratos fortes as exigências trazidas por David Cameron e a consequente negociação sobre a permanência do Reino Unido na UE. O Telegraph conta que, apesar dos apelos de Angela Merkel e de François Hollande, o primeiro-ministro inglês não vai mesmo ceder em relação às pretensões inglesas sobre a crise dos refugiados, recusando-se a aceitar as quotas de distribuição propostas pelas instituições europeias e, principalmente, pela Alemanha.

Devido à atualidade do assunto e à sua importância, Lord Ashcroft realizou a maior sondagem alguma vez realizada sobre as intenções dos ingleses acerca da saída ou permanência do Reino Unido na União Europeia. Ora, depois de realizado o estudo, os resultados, publicados no mesmo jornal, mostram que a maioria da população quer mesmo a saída do país, a menos que o primeiro-ministro seja capaz de convencer o eleitorado de que conseguiu um bom negócio no seu encontro em Bruxelas e nas negociações que se seguirão.

Assim, no dia da importante cimeira de líderes europeus, ficou-se a saber que, dos 20 mil questionados, 47% quer deixar a União Europeia e 38% votaria na permanência em caso de referendo. Apenas 14% considerou-se indeciso.

Sobre matérias mais específicas, 35% das pessoas consideraria votar na permanência na UE se Cameron conseguisse conquistar concessões de Bruxelas. No entanto, apenas 19% acredita que o primeiro-ministro logre regressar da capital belga com um bom acordo para o Reino Unido. E 52% considera que essa possibilidade não faria nenhuma diferença na sua intenção de voto.