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Susana Sargento é cofundadora da Veniam, a startup de origem portuguesa que quer transformar os transportes públicos em redes de internet sem fios. Para que esta funcione em movimento. A tecnologia foi desenvolvida numa parceria entre a Universidade do Porto, a de Aveiro e o Instituto de Telecomunicações por Susana e João Barros, atual presidente da empresa. Esta quinta-feira, a Comissão Europeia anuncia que a investigadora portuguesa é uma das nove finalistas do Prémio Mulheres Inovadoras.

A terceira edição do galardão que pretende distinguir três mulheres europeias “com ideias de vanguarda” recebeu candidaturas de 10 de março a 20 de outubro de 2015. As vencedoras, a anunciar em março de 2016, vão receber prémios em dinheiro no valor de 100 mil, 50 mil e 30 mil euros. Todas as concorrentes são fundadoras ou cofundadoras de empresas de sucesso e que beneficiaram, em algum momento, de financiamento europeu para a investigação e inovação.

Infelizmente, apesar de os triunfos notáveis de todas as participantes no concurso merecerem um grande reconhecimento, apenas podemos consagrar três vencedoras deste prémio. Todas trabalharam arduamente, correram grandes riscos, podem ter enfrentado obstáculos mas superaram-nos e perseveraram no cumprimento dos seus intentos. É esta a postura de que mais precisamos na Europa. Estas mulheres extraordinárias são fonte de inspiração para outros investigadores e empreendedores, homens ou mulheres”, afirmou Carlos Moedas, Comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação.

A Veniam foi fundada em 2012 e está sediada em Montain View, na Califórnia, mas também tem escritório no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Em dezembro de 2014, recebeu 4,9 milhões de dólares (4,5 milhões de euros) numa ronda de investimento série A, liderada pela capital de risco de Silicon Valley, True Ventures. Os outros dois fundos de investimento nova-iorquinos que cobriram a operação foram o Cane Investments LLC e o Union Square Ventures.

As finalistas foram selecionadas por um júri constituído por representantes de empresas, capitais de risco, empreendedores e académicos. Das 64 candidaturas, foram selecionadas nove finalistas de países como Israel, Irlanda, Suécia, Alemanha, Finlândia ou França. O objetivo é consciencializar o público para a necessidade de haver mais mulheres a a optarem por criar empresas a partir das investigações em que trabalham.

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