Facebook mostra que soldados norte-americanos estiveram (ou estão) na Líbia

Militares do exército dos EUA estiveram na Líbia pela primeira vez desde julho de 2014. Pelo menos que se saiba. A Força Aérea líbia publicou no Facebook imagens de alegados soldados norte-americanos.

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A Força Aérea da Líbia escreve no Facebook que 20 soldados das Forças de Operações Especiais dos EUA terão aterrado na base de Wattiya, a quase 160 quilómetros de Tripoli, capital do país

Imagem retirada da página de Facebook da Força Aérea da Líbia

A Força Aérea da Líbia escreve no Facebook que 20 soldados das Forças de Operações Especiais dos EUA terão aterrado na base de Wattiya, a quase 160 quilómetros de Tripoli, capital do país

Imagem retirada da página de Facebook da Força Aérea da Líbia

Já não acontecia desde julho do ano passado, pelo menos que se soubesse: a presença de militares norte-americanos na Líbia. Vinte soldados das Forças de Operações Especiais dos EUA terão chegado ao território na segunda-feira e isto apenas se soube porque a Força Aérea líbia, nesse dia, publicou várias imagens na sua página oficial de Facebook, mostrando os alegados militares norte-americanos, munidos com metralhadoras.

Não se sabe se a presença dos soldados chegou a ser autorizada pelas autoridades líbias, nem se eles, entretanto, já abandonaram o país, escreve esta sexta-feira o The Guardian. Os militares aterraram na base aérea de Wattiya, localizada a quase 160 quilómetros de Tripoli, capital do país.

Os militares chegaram “preparados para combater, com coletes à prova de bala e armas avançadas”, leu-se nas publicações feitas pela Força Aérea líbia. Esta informação fez com que alguns responsáveis do exército dos EUA já confirmassem a presença, nos últimos tempos, de militares no país onde, em 2011, os norte-americanos intervieram para ajuda a depor Muammar Kadafi. “[Os soldados] têm entrado e saído da Líbia já há algum tempo”, reconheceu um oficial do exército, não identificado, à NBC News.

A presença dos soldados norte-americanos em Wattiya pode ter consequências, suspeitou o jornal britânico. Isto porque, na quinta-feira, chegou-se por fim a um acordo político para formar um governo de unidade nacional que termine a guerra civil em que a Líbia está mergulhada desde 2011. Há quatro anos que o país assiste a conflitos armados entre uma coligação rebelde, sediada em Tripoli, e um governo provisório, baseado em Tobruk. E a base aérea de Wattiya é utilizada pelas forças do governo.

O acordo assinado na quinta-feira na Líbia prevê que os rebeldes e o governo trabalhem, em conjunto, para redigirem uma nova Constituição para o país, que a população votará depois num referendo. O plano é que tudo isto dê a base para, no prazo de um ano, serem agendadas eleições legislativas.

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