“O mais provável é que a venda se vá concretizar [esta noite]”, disse este domingo Luís Marques Mendes a propósito das negociações em curso para a venda do Banif. Segundo o ex-líder do PSD, “o mais provável comprador é o Santander”. A decisão final deverá ser tomada nas próximas horas, depois de analisadas as seis propostas.

“O mais provável é o Banco de Portugal e o Governo venderem a participação de Portugal. É o que querem. As negociações estão a decorrer desde ontem. Neste momento o que é possível dizer é que o mais provável é que a venda se vá concretizar, que ainda durante esta noite terminem as negociações e a venda seja mesmo realizada“, defendeu Mendes.

A venda do Banif é, na opinião de Marques Mendes, a solução mais provável, uma vez que permite ao Estado poupar dinheiro — o ex-líder do PSD relembrou que em 2011 o Estado teve de injetar dinheiro no banco –, além de evitar o agravar do défice. É “a solução menos má”.

O Banif é o terceiro banco em Portugal a precisar da intervenção do Estado. Antes dele, tanto o BPN como o BES solicitaram ajuda estatal. Sobre isso, Mendes argumenta que ambos tinham problemas financeiros e irregularidades à mistura, cenário que não se aplica ao Banif.

“No Banif aparentemente não há isso, não há suspeita de ilegalidade. Há uma gestão até considerada séria e competente, e resultados operacionais positivos”, argumentou o comentador político, referindo ainda que este é “um problema de falta de capital” e que as coisas não deveriam ser confundidas.

Mendes aproveitou também o espaço de comentário para argumentar que a pressa associada ao processo Banif tem que ver sobretudo com os depositantes: “Foi para defender os depositantes. Poucas pessoas sabem que no dia 1 de janeiro entram em vigor novas regras relativamente a situações de crise nos bancos, as quais penalizam mais os depositantes. Neste momento, os depositantes estão garantidos”.