O parlamento grego aprovou uma lei que permite a união de facto entre casais do mesmo sexo, apesar da oposição de vários partidos e da importante e influente Igreja Ortodoxa.

Na noite desta terça-feira 193 dos 300 deputados votaram a favor desta nova legislação sendo que o apoio de partidos como o Pasok, o To Potami, a União de Centristas e outros pequenos partidos conservadores foi fundamental para a respetiva aprovação. Ou seja, os parceiros de coligação do Syriza de Tspiras, os Gregos Independentes rejeitaram o projeto de lei, tal como o partido Comunista e a Aurora Dourada de extrema-direita.

Por tudo isto, o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, não tem dúvidas em afirmar que esta medida termina com um “ciclo de embaraço para o Estado grego”, cita o jornal The Guardian. Também Vasiliki Katrivanou, membro do Syriza, afirmou ainda no parlamento que este “é um grande momento para a igualdade legal na Grécia”.

Apesar de tudo, esta lei não permite aos casais do mesmo sexo casar ou adotar filhos, como acontece já noutros países da União Europeia, por isso Dimitra Kyrilou, ativista e engenheira civil, explica ao mesmo jornal britânico que “nós queremos esta união de facto, mas nós queremo-lo em completo”.

Já o líder da Igreja Ortodoxa, o Arcebispo Ieronymos, afirmou que “os sinos da igreja deviam estar de luto por todo o país” isto porque “as pessoas na igreja acreditam num certo estilo de vida” e que “tudo para além disso é uma distração”.

Durante todo o debate, e assim que terminou, dezenas de ativistas reuniram-se na Praça Syntagma, situada em frente ao parlamento, numa manifestação sob o lema “A lei é o amor”.