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O Banco de Portugal desmente que tenham existido “divisões no Conselho de Administração na tomada de decisões sobre o Banif”, como noticiou o Expresso. Em comunicado, o organismo sublinha que, “conforme consta da ata da reunião do Conselho de Administração de domingo passado, o Dr. António Varela, administrador do Banco de Portugal declarou a sua total solidariedade com a decisão que o Banco de Portugal veio a tomar ou qualquer outra que tivesse de tomar no cumprimento dos seus deveres e atribuições”.

Mas, como se lia nessa ata, António Varela abandonou os trabalhos que levaram à decisão de resolução do Banif. “Sendo investidor em títulos emitidos pelo grupo – embora não em ações Banif, como erroneamente afirma a notícia – e depositante no Banif, o Dr. António Varela não podia legalmente, nem eticamente participar numa decisão em que era parte interessada”.

O Banco de Portugal garante, contudo, que “se tivesse podido participar na reunião, e como resulta da sua declaração prévia e incondicional, teria votado tal e qual como o Governador, os vice-governadores e os outros administradores, seus colegas de Conselho, fizeram unanimemente nessa ocasião”.

O Expresso escreve esta quinta-feira que havia vários cenários em cima da mesa e o Banco de Portugal chegou a equacionar criar um banco de transição para ser vendido mais tarde. No final, segundo dizia o Expresso, o modelo escolhido não recolhia o agrado de todos, o que veio intensificar um “mal-estar nos corredores do BdP que não é de hoje”. Sobretudo pela “relação difícil” entre o governador, Carlos Costa, e António Varela, nomeado por Maria Luís Albuquerque em setembro de 2014.

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