É a primeira mensagem de Natal de António Costa enquanto primeiro-ministro e, na curta declaração, o chefe de Governo admite que o tempo que aí vem ainda traz dificuldades mas que acredita que o país vai vencer.

“O caminho que temos pela frente não será fácil, enfrentamos enormes desafios e teremos muitos obstáculos a ultrapassar, mas estou confiante que os vamos superar”, diz António Costa. Tudo, disse, depois de “um ano que ainda impôs às famílias enormes sacrifícios e que continuou a revelar os bloqueios económicos e sociais do país”.

O primeiro-ministro admite que este Governo é diferente. Foi formado de forma nunca antes experimentada e Costa utiliza essa especificidade como um bom ponto daquilo que a democracia pode fazer a seguir:

“Como ficou provado pelos acontecimentos recentes na nossa democracia, temos confiança que, pelo diálogo, pela transparência e pelo compromisso, atingiremos uma plataforma comum que dê resposta às necessidades do país, com vista ao relançamento da economia e à geração de emprego”.

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E por isso termina: “Não tememos a missão a que nos propusemos”.

Na mensagem de Natal, António Costa defende que este Executivo irá bater-se por ter contas públicas sãs e apesar do primeiro revés chamado Banif, o líder do Executivo refere que o “diálogo” e o “compromisso” “são também as bases para a consolidação sustentada das finanças públicas, objetivo que este Governo prosseguirá através da trajetória de redução do défice orçamental e da dívida pública”.

Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro dá ainda uma “palavra muito especial” para os emigrantes recentes e para os refugiados. Aos emigrantes, Costa diz que quer deixa “a garantia de que estamos empenhados em criar condições para que possam querer regressar e participar na construção de um país melhor tão rapidamente quanto possível”. E aos refugiados diz: “Lutaremos para continuar a ser um daqueles países que tem capacidade de acolhimento e integração de estrangeiros”.

Como é habitual neste tipo de mensagens, o primeiro-ministro dirige-se também aos militares das forças armadas que estão no estrangeiro. E fica a promessa que no próximo ano, o novo Governo vai celebrar três datas especiais: “40 anos da Constituição da República Portuguesa, os 30 anos da adesão de Portugal à então CEE e os 20 anos da fundação da CPLP. E estas três datas são o momento para reafirmamos compromissos fundamentais”.