Paulo Macedo

Mortes no S. José. Dirigente do PSD pede explicações a Paulo Macedo

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Fernando Costa considera que o ex-ministro da Saúde de Passos deve "pedir desculpas públicas às famílias e aos portugueses" devido a mortes no hospital de S. José.

Paulo Macedo (de fato, à direita) foi ministro da Saúde entre 2011 e 2015. Aqui, numa visita ao Hospital de Braga quando estava em funções

HUGO DELGADO/LUSA

Autor
  • Helena Pereira

O dirigente do PSD e vereador na Câmara de Loures, Fernando Costa, pediu este sábado uma explicação pública ao ex-ministro da Saúde pelos cinco casos de morte que já ocorreram no Hospital de S. José desde que em 2014 deixou de haver em permanência uma equipa de neurocirurgiões vasculares aos fins de semana.

“Dr. Paulo Macedo, quando vem pedir desculpas públicas às famílias e aos portugueses”, questiona numa mensagem publicada este sábado no Facebook, lembrando que avisou o ex-ministro “no último congresso do PSD que isto ia acontecer”.

Fernando Costa, que é vice-presidente da mesa do congresso, considera que os cinco casos de morte registados naquele hospital desde 2015 são “uma vergonha para Portugal e um crime”, adiantando que os casos a lamentar não são só estes. “Há mais, como o Brochado, das Caldas da Rainha e outros. E quantos com sequelas graves?”.

O último caso conhecido ocorreu em novembro. David Duarte, de 29 anos, tinha sido transferido do Hospital de Santarém, e morreu em S. José à espera de cirurgia por rutura de um aneurisma. O caso foi noticiado pelo Correio da Manhã e na sequência a administração do centro hospital demitiu-se.

No Facebook, Fernando Costa também critica quem só se demitiu depois do quinto caso ter sido o primeiro a ser tornado público. “Os próprios responsáveis do S. José, no mínimo, após a primeira morte, tinham obrigação de exigir as condições ou demitiam-se! Não teriam morrido outros! Se isto se tivesse passado com amigos ou familiares nossos como falávamos?!”.

A Procuradoria Geral da República já abriu um inquérito, podendo estar em causa crimes como negligência médica, omissão de auxílio ou homicídio por negligência.

O ex-ministro da Saúde, Paulo Macedo, estava avisado desde 2013 para o risco destas situações poderem ocorrer devido a cortes orçamentais.

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