Inundações registadas em quatro países na América do Sul, incluindo o Brasil, obrigaram à retirada de mais de 160.000 pessoas, a maioria no Paraguai, informou a imprensa no sábado.

O temporal que assolou o Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai levou as autoridades a retirar milhares de habitantes e causou a morte de pelo menos seis pessoas, segundo a agência Xinhua.

As fortes chuvas, provocadas pelo fenómeno climático El Niño, afetaram sobretudo o Paraguai, onde cerca de 130.000 pessoas foram alojadas em abrigos, e o Presidente, Horacio Cartes, declarou o estado de emergência.

No sábado, a Presidente brasileira, Dilma Rousseff, anunciou a verba de 6,6 milhões de reais (cerca de 1,5 milhões de euros) em ajuda para as comunidades afetadas pelas inundações no sul do Brasil.

Dilma Rousseff sobrevoou o estado do Rio Grande do Sul, que faz fronteira com a Argentina e o Uruguai, e onde cerca de 8.000 pessoas foram deslocadas devido à subida do nível das águas.

Na Argentina, cerca de 20.000 pessoas foram retiradas das suas casas e pelo menos uma morreu num incidente relacionado com uma inundação, segundo a imprensa.

Cinco pessoas morrerem em inundações em diferentes localizações, incluindo quatro pessoas no Paraguai, e um menino na Argentina, que foi eletrocutado.

Na véspera de Natal, o caudal de um dos maiores rios da América do Sul, o Paraguai, que atravessa a Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, tinha subido 7,71 metros, reportou a agência de notícias da Argentina, Telam, citada pela Xinhua.