Os trabalhadores da Petrogal, do grupo Galp Energia, marcaram greve para os dias 28, 29 e 30 de dezembro, reivindicando a defesa da contratação coletiva, os direitos laborais e os regimes de saúde e de reformas.

Em comunicado, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) refere que a greve tem início às zero horas do dia 28 e entre os vários objetivos, um deles é o aumento dos “salários e melhorar a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores”.

Os trabalhadores da Petrogal querem também “parar a ofensiva da administração contra a contratação coletiva e os direitos nela consagrados”, bem como “defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, obtidos ao longo de muitos anos de luta, de muito trabalho e de riqueza produzida”.

Outras reivindicações têm a ver com “a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos” e são contra “a desregulação e o aumento dos horários”, incluindo o banco de horas, “que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais e por menos salário”.

A federação sindical afeta à CGTP-IN recorda que a administração da Petrogal “suspendeu o pagamento dos subsídios de infantários e creches e do subsídio atribuído aos trabalhadores com filhos deficientes”, um facto que, segundo a Fiequimetal, “evidencia a total ausência de ética da administração do grupo Galp”.

A federação considera “completamente imoral” que a administração da Galp, “que nos últimos cinco anos atingiu lucros superiores a dois mil milhões de euros, comece por atacar os direitos sociais atribuídos aos filhos dos trabalhadores, direitos adquiridos há muitos anos e que resultaram da luta dos trabalhadores”.

O comunicado termina avisando os trabalhadores que, a 30 de dezembro, “estão convocados plenários nas refinarias de Sines e do Porto e na sede, em Lisboa, com vista a decidir a continuação da luta, caso a administração persista no ataque aos direitos dos trabalhadores e continue a recusar a via da negociação coletiva”.