Um ataque levado a cabo por um bombista suicida junto a um gabinete regional da Autoridade Nacional de Dados e Registos (NADRA), responsável pela emissão de bilhetes de identidade, no noroeste do Paquistão, provocou a morte de 21 pessoas. Outras 45 ficaram feridas.

O autor do atentado, realizado na cidade de Mardan, conduzia uma mota carregada de explosivos, que despenhou contra as instalações do organismo nacional, precisou Faisal Shahzad, porta-voz da polícia local. No local, encontrava-se um grande número de pessoas”, referiu um porta-voz da polícia provincial.

O ataque foi reivindicado pela Jamaat-ul-Ahrar, um grupo composto por antigos membros da Tehrik-e-Talibã, o principal grupo talibã do Paquistão. Ao telefone, um militante da Jamaat-ul-Ahrar explicou à Associated Press que o ataque, um “ato nobre”, teve como objetivo punir “a NADRA pelo apoio dado às forças de segurança”.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, já condenou o ataque e deu instruções às autoridades para que os feridos recebessem o melhor tratamento possível.

Há mais de uma década que o Paquistão luta contra a insurgência de grupos radicais, sediados sobretudo nas zonas ocidentais do país, junto à fronteira com o Afeganistão. Os atentados levados a cabo pelos talibãs já provocaram a morte de mais de 27 mil civis e militares. Em 2015, o número de vítimas foi o mais baixo da década, o que se deve a uma série de operações militares realizadas contra os grupos extremistas paquistaneses e seus aliados.

Artigo atualizado às 12h46 com o número de mortos e feridos