O presidente ainda em funções do Governo espanhol, Mariano Rajoy, garantiu, à saída do último Conselho de Ministros do ano, que será novamente candidato pelo PP caso hajam novas eleições, cenário que pretende, no entanto, evitar.

Numa altura em que se vive um impasse político em Espanha, e depois de ter iniciado a primeira ronda de negociações com vista à formação de um Governo com uma maioria parlamentar estável, Rajoy afirmou que o cenário de novas eleições gerais é uma má solução e lançou o desafio de formar um Executivo “com uma maioria estável para toda a legislatura” a todos os grandes partidos constitucionalistas que partilhem com o PP a visão de uma Espanha unida, ou seja, contra um referendo para a independência da Catalunha.

Isto porque, segundo Rajoy, a “posição que mais se aproxima a de que os espanhóis afirmaram nas urnas” é a de conseguir formar um Governo “com amplo apoio parlamentar, capaz de governar e gerar confiança e que ofereça estabilidade e segurança”. Isto é, é necessário alcançar “amplos consensos” para manter “os valores que a Espanha necessita e preservar os valores constitucionais”, sem nunca referir o nome de qualquer partido que se possa juntar a estes acordos.

Por isso, e porque “ganhámos as eleições, somos a primeira força política”, Rajoy considerou que a formação de um Governo com uma coligação de partidos de esquerda “não é o melhor para os espanhóis” e que este “não geraria confiança, nem aqui nem fora, nem responderia aos interesses gerais dos espanhóis”.