No dia 13 de novembro de 2015 Paris viveu um dos dias mais trágicos da sua história. Uma série de atentados, em vários pontos da capital francesa, matou 130 pessoas. Já se sabia que estes ataques foram coordenados e planeados e que os locais onde ocorreram também não foram escolhidos ao acaso. Agora, o Le Figaro publica alguns pormenores sobre o planeamento e respetivos alvos dos terroristas do Estado Islâmico.

Pegando nos últimos resultados da investigação da direção da brigada anti-terrorismo de Paris e da Direção Geral de Segurança Interna, o jornal não tem dúvidas que o principal objetivo dos terroristas era um: matar o máximo de pessoas possível. E para o concretizar foram utilizados métodos específicos.

Em relação ao ocorrido na histórica sala de espetáculos Bataclan, os atacantes dispararam as suas Kalashnikovs matando aleatoriamente e indiscriminadamente adotando em seguida uma conduta metódica demonstrando a preparação e formação adquiridas. Segundo alguns testemunhos, muitos dos reféns foram colocados à frente de portas e janelas para servir de escudos humanos para o caso de as autoridades entrarem à força no local.

Mas a metodologia não se cingiu ao momento do massacre. Neste dia a banda Eagles of Death Metal dava um concerto no Bataclan. E, ao que tudo indica, os terroristas sabiam disso e atacaram o local exatamente porque o grupo ali atuava. Segundo o mesmo jornal, os atacantes começaram a procurar pelos músicos e, enquanto a busca ocorria, um deles gritou: “Onde estão os ianques (americanos)? Este é um grupo americano, com os americanos vocês bombardeiam, por isso os americanos e vocês são atacados”.

As explosões ocorridas junto ao Stade de France e as pistas sobre as mesmas dão também algumas luzes sobre o método aí utilizado. Segundo o Le Figaro, os terroristas começaram a misturar-se na fila para entrar no estádio meia hora antes do início do jogo entre a França e a Alemanha. Ou seja, o principal objetivo era entrar no recinto com 80 mil pessoas onde o presidente francês, François Hollande assistia à partida. Mais tarde confirmou-se que dois destes três atacantes chegaram dia 03 de outubro à ilha grega de Leros com a ajuda de passaportes sírios falsificados.

No décimo arrondissement onde um carro com homens armados dispararam sobre várias esplanadas, os novos pormenores dão conta que, enquanto o condutor imobilizava o carro perante estabelecimentos previamente identificados, os dois atiradores sentados no banco de trás começavam a disparar rajadas simultaneamente e de forma fragmentada. Calcula-se que tenham sido disparados 400 tiros em 20 minutos.