A candidata presidencial Maria de Belém Roseira lamentou esta quinta-feira que dos “milhões de atos” que se praticam todos os dias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a “única coisa que é notícia” é o que corre mal.

A antiga ministra da Saúde comentava as recentes notícias sobre alegadas respostas deficientes em unidades do Serviço Nacional de Saúde.

“Nós temos a melhor instituição democrática reconhecida como sendo o Serviço Nacional de Saúde e, portanto, todos temos o dever de convergir no sentido de a preservar, defender e aprofundar”, disse Maria de Belém de Roseira.

Mas, defendeu, “também temos que ter a noção que no Serviço Nacional de Saúde, e durante cada dia, se praticam milhões de atos e a única coisa que é notícia é aquilo que corre mal”.

“Portanto, devemos não confundir entre a perceção, que é muito suscitada pelas coisas que correm mal, e também ter a noção que o Serviço Nacional de Saúde continua a funcionar e vai continuar a funcionar porque é uma instituição absolutamente necessária para o exercício dos direitos fundamentais”, sustentou.

Sobre a sua visita ao hospital Amadora-Sintra no último dia do ano, a militante socialista e ex-presidente do PS explicou que se deve ao facto de ser “um hospital emblemático” e por ter problemas que são “quase de raiz”, uma vez que foi concebido para atender muito menos utentes do que os que passou a abranger.

Maria de Belém Roseira reuniu-se com o Conselho de Administração do hospital e visitou alguns serviços para se aperceber dos “problemas que hoje existem”, designadamente os tempos de espera das urgências, uma situação que “compromete ou dificulta o acesso dos doentes aos serviços e aos cuidados de que necessitam”.

“É uma reunião de trabalho na medida em que como candidata à presidência da República considero que devo conhecer com atualidade todas as questões que interferem com questões de direitos fundamentais”, disse Maria de Belém de Roseira antes de iniciar a visita ao hospital.

Outro dos objetivos da visita da candidata presidencial foi manifestar a sua disponibilidade para ajudar na resolução de “qualquer estrangulamento que exista ou qualquer problema que exista” e que possa ser facilitado com a sua intervenção.

Maria de Belém Roseira destacou ainda o anúncio de algumas medidas do novo Governo que, afirmou, vão permitir uma reorganização da oferta de cuidados e da organização das equipas.

“Vamos todos desejar que sejam eficazes porque o que está em causa é o exercício de um direito fundamental”, declarou a candidata às eleições presidenciais de 24 de janeiro.