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O dicionário ilustrado dos estilos masculinos. Afinal, que tipo de homem é você?

Há os caps dos swaggers, as barbas dos lumberssexuais, os géneros musicais muito particulares dos hipsters. Afinal, que tipo de homem é você? Descubra aqui os estilos das novas tribos urbanas.

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Andreia Reisinho Costa

Andreia Reisinho Costa

Caro leitor, sabemos que a informação no que toca às tribos urbanas do universo masculino tem sido muito densa. Não há mãos a medir: um homem tem barriga e ganha logo um nome, um homem passa o dia no ginásio e fica logo a seguir com outro. Foi por isso – para o ajudar a entender de uma vez por todas que estilos de homem andam por aí – que o Observador resumiu e ilustrou as últimas tendências. Sim, generalizámos muito as características. Não, não tivemos receio de colar rótulos aos homens. E é por isso que esperamos que, acima de tudo, se divirta a ler este artigo.

Quanto às senhoras, não desistam já de ler. Esta pode ser a oportunidade para entender de vez que tipo de homem preferem: um com barriguinha mais saliente, um com as unhas mais perfeitas que as suas ou outro com problemas existenciais e um talento escondido. Explore as ilustrações, leia as suas descrições e a seguir diga-nos de sua justiça nos testes que preparámos mais em baixo.

Os homens podem votar no estilo com que mais se identificam ou mais lhe agradam.

Men_dadbod

Este senhor é o Dad Bod. O Dad Bod faz castelos de areia com os filhos na praia. Quando se senta revela três pneus gloriosos na barriga. Um vem das cervejas que bebe nas quartas-feiras de futebol em casa dos amigos, outro das passagens pelo McDrive ao sábado à tarde quando vai buscar as crianças à natação e o último é culpa das bolas de berlim (no plural) que come todas as manhãs – e, às vezes, à tarde – no verão. Os braços ainda não estão consideravelmente roliços: volta e meia vai ao ginásio. Mas muito de vez em quando. Gosta de ouvir música comercial, mas tem sempre o CD do Canal Panda no porta-luvas.

O Dad Bod é “um fofinho” para as mulheres. Bom de abraçar, elogia com frequência os seus cozinhados, até quando o bolo sai enqueijado. E permite-lhe ser sempre a presença mais bonita da fotografia. Porque não é vaidoso nem sequer mentiroso: quem decide namorar com um Dad Bod na casa dos 20 sabe o que esperar quando o rapaz chegar aos 30. Para o bem e para o mal. Porque contam as fãs que até a estimulação sexual é melhor, já que a área de contacto com os órgãos genitais é maior. Mas atenção: ele não é obeso e na verdade nunca deixa de ser saudável. É simplesmente “cheiinho”. E isso não parece ser um defeito hoje em dia. No caso deles.

Men_hipster

Há uma palavra riscada no dicionário dos hipsters: “mainstream”. E mesmo assim é capaz de ser o estilo que encaixa na maior parte destes rapazes, embora nem todos tenham coragem de fazer aquela pequena dobra no fundo das calças de ganga justas a revelar o tornozelo. Nunca apanhará um hipster com auriculares a ouvir Ed Sheeran ou a cantarolar o último sucesso do James Bay. O ideal mesmo é tudo o que é alternativo, pouco famoso e que conquista poucos likes nas redes sociais. Os hipsters sabem de cor as letras que o Eddie Vedder canta no álbum “Into the Wild” e esta é capaz de ser a onda mais comercial que têm no computador. Têm uma grande tendência para publicar os instrumentais do DJ Koze no Facebook e para pôr Disclosure a tocar nas festas com os amigos. Também ouvem Drake, mas a Hotline Bling só passa quando o Spotify está em “sessão privada” porque já está a popularizar-se demais para o gosto deles.

Os hipsters vão a lugares indie. Se quisessem tatuar uma palavra no pulso ou na lateral do dedo, ei-la: “indie”. Gostam de sítios com decoração muito alternativa, como um piano ao lado de uma mesa de ping pong, livros espalhados pelas mesas e “fairy lights” pendurados em cima de espelhos com moldura de madeira pintada de branco. Se houver um saxofone antigo pendurado ali perto e muita gente com óculos grandes de massa, pretos, também não é má ideia. Tudo muito vintage, até as fotografias que publicam no Instagram com aqueles filtros próximos do sépia. E quando vão ao cinema, a conclusão é sempre a mesma: os livros são melhores que os filmes.

Men_lumbersexual

Barba aparada, mas frondosa? Camisa de flanela aos quadrados? Um betinho que estuda Engenharia Agrónoma? Confere, está perante um lumberssexual. Frequentemente chamados de “agrobetos” ou “normcore”, os lumberssexuais usam botas de couro camel, gorro tricotado e camisolas interiores a combinar com um dos quadrados da camisa. Depois da moda dos metrossexuais (já lá vamos), o surgimento dos lumberssexuais marcou para muitos – e muitas – o regresso dos “machões”, da testosterona, dos “homens com H grande”: têm um ar rústico, selvagem e masculino, a combinar com a tatuagem de um urso nos gémeos da perna direita, de rosas a cobrir o braço inteiro ou de um leão no meio do peito. Isto no caso dos amantes do “rock” que ouvem Queens of the Stone Age, Pearl Jam e Pink Floyd. Depois também há aqueles mais folk, mais amantes da lã e de um Bob Dylan a tocar enquanto pesquisam por motas na Internet.

Na hora de escolher um destino de férias de primavera, o lumberssexual vai para onde o vento o levar. Literalmente. A natureza é que manda: pega numa sacola de linho, veste as calças com um cinto de couro, segura uns óculos de estilo aviador no primeiro botão da camisa e compra bilhete para um sítio onde o ar livre é quem mais ordene. Mas não esquece, porém, o iPhone nem um computador da marca da maçã: é que, estilos à parte, o machão representado com um machado na mão não deixa de ser um menino da cidade. Só que entra no escritório como se tivesse saído da gruta com vontade de comer um bom bife.

Men_metrossexual

Para melhor entender o estilo de um homem metrossexual há que abrir a sua agenda. Segunda-feira: entrar no Instagram do Justin Timberlake e perceber que casaco é que o cantor decidiu usar nesse dia. Terça-feira: fazer a depilação a cera na esteticista porque vai sair e nunca se sabe onde é que a noite vai acabar. Quarta-feira: comprar um fato novo para combinar com os sapatos adquiridos na semana passada. Ou vice-versa. Quinta-feira: dia do descanso. Que é como quem diz, a altura ideal para chegar do trabalho, tomar um banho de imersão e depois hidratar a pele e aproveitar para fazer manicure. Sexta-feira: é noitada. Há que encontrar um lugar “fancy” com música pop a saltar das colunas e gente bem vestida. Tem de cheirar a Hugo Boss The Scent por todo o lado. Tem de haver homens com sapatos de estilo italiano, mulheres elegantes com jóias Versace. Ou pelo menos boas imitações de todas estas marcas.

Os metrossexuais são os Ken da vida real. São tão “Ken” que as mulheres com quem andam têm de se esforçar para chegar aos calcanhares de uma Barbie à sua altura. Os metrossexuais são o príncipe loiro dos contos da Disney. Cabelo pintado, talvez, mas impecavelmente preparado depois de fazer as sobrancelhas de acordo com as regras das revistas. E porque é que algumas mulheres caem aos pés destes homens (cuidado, não os pise, os sapatos foram acabados de comprar)? Porque debaixo de todos os fatos Prada, descalçando os sapatos Givenchy e tirando o relógio Gant, elas encontram uma pele suave, um corpo tonificado e bem definido à conta de todo aquele tempo a correr na passadeira do ginásio. Sem nenhum pelo em nenhum caminho.

Men_muppie

Está a ver aquele quadrado preto que este muppie tem na mão? É um iPhone da Apple. Aliás, essa é também a marca do computador do rapaz. E do rato e do primeiro MP3 que recebeu no Natal em 2006. Todas as roupas que tem vestidas são da mesma marca. E só não são Apple porque a empresa ainda não se meteu por esse caminho. Eis a primeira característica de um muppie: fiéis a determinadas marcas e algo viciados em renovar constantemente os meios tecnológicos que têm na mão. Ouvem Kendrick Lamar e Jay Z. Copiam todos os estilos americanos. A cidade da vida deles é Nova Iorque. E apesar de terem uma boa licenciatura em Arquitetura e agora trabalharem num bom estúdio em Londres, acham que têm um talento que não está a ser devidamente aproveitado.

É por isso, em busca de realizar um sonho, que um dia podem largar tudo e abrir uma start-up. Não é que não estivessem estáveis na vida que tinham antes, mas todas aquelas citações em inglês que dia sim, dia não publicam no Twitter inspiraram-nos. E têm quase a certeza que há muito mais à sua espera para além da rotina que levam. E dos cafés à quinta-feira no Starbucks. E das lojas de compras online por onde vagueiam antes de ir dormir, depois de ver Gotham no Netflix. São vencedores que o mundo ainda não exaltou, são heróis que ainda não tiveram tempo para brilhar. Por isso, vão calçar os Vans, pegar na coleção de revistas da Marvel e depois vão encontrar o “verdadeiro eu” na Irlanda ou na Holanda. Hão de voltar cheios de histórias para contar. E um novo par de Adidas Tubular, claro.

Men_softboy

“Loving can hurt sometimes, but it’s the only thing that I know”. Sim, o Ed Sheeran (que os hipsters desprezam) é o ídolo dos softboys, dos “olha aqui, tão doce” das raparigas, dos “adorava passear à beira-mar contigo” das namoradas. É o contraste total e completo dos rapazes que vão a festas encontrar “uma gaja” que depois esquecer no dia seguinte entre uma selfie e outra. Os softboys vão a festas, mas são discretos. Não tratam as mulheres por “gaja”, mas também não mergulham de cabeça numa relação. Eles adicionam-na no Facebook, depois fazem dois gostos em duas fotografias. Esperam a resposta. E a seguir o caminho está aberto para uma “converseta” sobre como a vida é bela com todas as suas contrariedades. Depois perguntam-lhe se ela quer ir comer um gelado de baunilha. E saem (qause sempre) vitoriosos.

Falam do amor sem receio nenhum. São aquele tipo de rapazes de que as raparigas falam quando vão comer crepes com as amigas. O softboy manda mensagem de bom dia com um smile no fim. E fala da ex-namorada com um nó na garganta, porque foi muito magoado e ainda assim acredita que a rapariga dos seus sonhos continua à solta. O softboy envia músicas do James Blunt à “namorada” (com grandes aspas no termo) enquanto ela está a trabalhar. Tem algo de feminino, gosta de piadas singelas e viu o “Her” duas vezes. E não se importará de o ver outra vez. “Mas só se for contigo”.

Men_spornossexual

Podia ser o Johnny Bravo, mas não é. É aquele rapaz que entra no ginásio, pega num peso e faz alguns grunhidos para conquistar a atenção dos outros atletas e garantir que os abdominais são bem notados. A seguir põe-se à frente do espelho e tira uma selfie enquanto contrai os músculos da cintura. Põe no Instagram com dezenas de etiquetas (#gym #body #effort #likeaman, etc.) e a descrição “no pain no gain”. E ainda a partilha no Facebook com um smile de um “brofist” e de uns bíceps contraídos. Este é um spornossexual, que anda com raparigas com corpo semelhante à Nicki Minaj, sabe de cor todos os filmes da saga “Velocidade Furiosa” e o artista favorito é capaz de ser o Pitbull. “Yo la conocí en un taxi en camino al club…”. Publica esta música nas redes sociais e usa a descrição “TOP!”. Sempre. É matemático.

O spornossexual é uma espécie de variante dos metrossexuais. Porque olha pelo corpo e não tem vergonha de o exibir: ele investe nos músculos e na beleza física. E não é que mentalmente não tenha conteúdo: simplesmente prefere pôr a tónica numas pernas bem definidas. O spornossexual tem algo de muito físico nele que o poderia tornar num ator ideal de um filme pornográfico. Talvez sejam os abdominais que parecem literalmente um tabuleiro para jogar quatro em linha ou os peitorais que mereciam um soutien de copa C. Mas sem necessidade de ser push up porque estão mesmo no sítio certo. Quando sai à noite com uma t-shirt de algodão com decote em V muito justa, eis o cocktail que escolhe: batido de vegetais com esteróides. É a receita ideal para potenciar as horas intermináveis que passou no ginásio na tarde anterior.

Men_swagger

Estavamos em 2001 quando Jay Z ligou o microfone e cantou “I guess I got my swagger back” numa música chamada “All I Need”. E embora o termo não fosse novo e já estivesse associado à figura de Soulja Boy, de Kanye West e de Puff Daddy, ficou colado a partir desse momento aos rapazes que põem caps – leia-se, chapéus de pala – da Obey e gostam de ouvir as canções do Regula e do Dengaz. Têm um pouco de rap e um pouco de hip hop a correr-lhes no sangue, camisolas largas com capuz para tapar parte do cabelo e de vez em quando são capazes de ouvir Calvin Harris e Axwell. Como identificar um swagger na rua? Se for parecido ao Justin Bieber já tem potencial para se aproximar de um. A seguir, procure por tatuagens: tem o sinal do infinito desenhado no pulso? Tem um piercing relativamente discreto na orelha? Consegue ver a costura dos boxers porque as calças estão demasiado largas e o tecido entre as pernas está abaixo do joelho? Então é muito provável que esteja perante um swagger declarado.

A seguir olhe para os pés: tem sapatilhas DC? Anda como se estivesse a desfilar e com as pernas ligeiramente arqueadas (de propósito para segurar as calças e evitar que caiam desgraçadamente no meio da rua)? Estão no sítio mais escuro da cidade com óculos de sol postos? Confere, é um swagger. Principalmente se achar que a vida deve ser vivida um dia de cada vez – porque “Carpe Diem”. E se partilhar um anel com a namorada a prometer amor eterno ou gostar de usar os colares compridos com ela e seguir o DJ Ride para todo o lado.

Men_yuccie

A informação genética destes rapazes é a junção de vários dos códigos que descrevem as tribos anteriores. Têm a ambição e autoestima de um muppie, mas preferem misturá-la com a criatividade e a intelectualidade de um hipster. As gravatas e os estilos requintados vão buscá-los aos metrossexuais. Gostam de usar barba, mas curtinha, e de fazê-la combinar com uns óculos de armação vintage muito na moda, mas que nem todos têm coragem de comprar. Nem carteira para tal, na verdade. Eles fumam American Spirits em vez de Camel, andam de bicicleta em plena cidade em vez de comprar um Mini Cooper. E não têm medo do dinheiro: usam o necessário para contribuir para o seu intelecto, tal como indicam as imagens que publicam no Facebook onde se leem coisas como “Viajar é a melhor forma de gastar dinheiro e ainda assim ficar a ganhar”. Em inglês, porque eles são pessoas do mundo.

É um criativo da cidade. Nascer num ambiente que não os valoriza foi um erro cósmico imperdoável do destino. Mas pelo menos têm uns bons coletes a combinar com as gravatas e uma conta recheada o suficiente para irem em busca de quem são, bons livros para ler e muita cultura para explorar. Correm o mundo a ouvir desde Naughty Boy até Ben Howard, passando claro está por Bon Iver e Example. Nesse aspeto conseguem ser versáteis. Gostam de comer donuts caseiros, não gostam de tatuagens visíveis porque lhes pode limitar a carreira e apostam no Instagram. Mas nem tanto no Twitter.

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