Os alarmes soaram no Governo italiano depois de cinco mulheres grávidas terem morrido em menos de uma semana.

A ministra da Saúde de Itália, Beatrice Lorenzin, anunciou assim a abertura de uma série de investigações e o envio de equipas a quatro hospitais no norte do país para esclarecer as mortes das mulheres grávidas entre os sete e os nove meses, conta o The Guardian.

O último dos casos aconteceu na noite de passagem de ano, quando Giovanna Lazzari, de 30 anos, grávida de oito meses, morreu num hospital da cidade de Brescia, supostamente para fazer uma cesariana de emergência. Giovanna foi admitida dois dias antes por sofrer de febre.

O marido, Roberto Coppini, contou ainda à agência de notícias Ansa que Giovanna lhe “enviou um SMS a meio da noite, a contar-me que ela estava a sofrer muito e que não estava a receber atenção dos médicos”.

Esta situação ocorreu dois dias depois da morte de Marta Lazzarin, de 35 anos, que foi transferida para a ala de urgências em Bassano del Grappa sofrendo igualmente de febre e dores abdominais. Segundo alguns relatos, como conta o jornal britânico, Lazzarin já teria perdido o bebé quando as águas rebentaram, aos sete meses.

Alguns dias antes Angela Nesta, 39 anos, sofreu um ataque cardíaco, pouco tempo depois de ter dado à luz num hospital da cidade de Turim. No dia de Natal foi Anna Massignan que faleceu durante a cesariana de emergência.

Tudo isto fez com que a ministra da Saúde explicasse, em comunicado, que é necessário saber se foram “falhas organizativas que contribuíram para a causa das mortes ou se todos os procedimentos para garantir a qualidade e a segurança foram respeitados”.

O quinto caso vai ficar de fora das investigações. No dia 29 de dezembro uma mulher de 23 anos de Foggia, cujo nome é desconhecido, perdeu a vida em casa por causas desconhecidas. Os médicos que socorreram a mulher conseguiram salvar a criança que estava prestes a nascer.