No rescaldo do tiroteio que vitimou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, o polémico candidato à nomeação republicana para as eleições presidencais americanas, Donald Trump sugeriu a proibição “total e completa” da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que fosse esclarecido “o que se passa”.

Agora, um grupo afiliado à Al Qaeda publicou um novo vídeo de recrutamento e pegou nestas declarações de Trump para dizer aos muçulmanos que os Estados Unidos têm uma longa história de racismo e descriminação – e que esta pode voltar-se contra a comunidade muçulmana aí presente.

O grupo da Somália, al-Shabaab, utilizou imagens da luta pelos direitos civis americanos, nomeadamente de violência contra afro-americanos, mas também nas declarações do candidato, para afirmar que a sociedade americana é uma sociedade racista. O vídeo foi, entretanto, banido do Youtube.

Em entrevista à CBS Trump já reagiu, este domingo, admitindo que “existe um problema”. No entanto, quando perguntado se fica preocupado quando as suas palavras são utilizadas para recrutar terroristas, o americano explica que “eles usam outras pessoas também. O que é que vou fazer? Eu tenho de dizer o que tenho de dizer.”